segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Saulo Vasconcelos canta em videochat

Saulo Vasconcelos canta "A Música da Escuridão" de O Fantasma da Ópera e "This is the Moment" de Jekyll e Hyde no videochat realizado pela Rede Tv na última sexta-feira. Acompanhe!


sábado, 26 de novembro de 2011

Vídeo de Saulo Vasconcelos no programa Manhã Maior


Perdeu Saulo Vasconcelos no programa Manhã Maior? Então, assista agora ao programa e saiba curiosidades de Saulo, além de relembrar momentos marcantes de sua carreira e dos mais famosos musicais que passaram pela vida de Saulo.

Parte 1









Parte 2







quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Saulo Vasconcelos em dose dupla na Rede TV

Não percam amanhã a partir das 09h Saulo Vasconcelos no programa Manhã Maior com as apresentadoras Daniela Albuquerque e Regina Volpato na Rede TV e logo após às 11h15 converse com Saulo no videochat da Rede TV atraves do link clique aqui. Não percam!!!


Promoção Mamma Mia em dobro – A última chance



Não perca essa ultima oportunidade de ir com uma mega promoção assistir Mamma Mia.  A peça que completou recentemente 10 anos na Broadway e é sucesso de publico chama você para 'dançar pra valer' ao som de ABBA em uma grande aventura de Sophie a procura de seus pais. Com um excelente elenco entre eles Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso com certeza dá para levantar qualquer astral e ainda mais quando você compra um ingresso e ganha 50% de desconto no segundo*.

Não percam ultimas semanas, pois é somente até 18/12

TEATRO ABRIL

Avenida Brigadeiro Luis Antonio, 411
Bela Vista - São Paulo - Cep 01310-000


Apresentações de Quinta a Domingo

**50% de desconto no valor do segundo ingresso válido somente na compra de
ingresso inteiro para as sessões de Quinta as 21h e Domingo as 20h

Os críticos dizem:
"Um sucesso esmagador em todo o mundo - A WORLDWIDE SMASH HIT!" DAILY TELEGRAPH, Inglaterra

"Uma SENSAÇÃO. Apenas sente no teatro e deixe a alegria chegar" NEW YORK POST, EUA

'UMA NOITE MÁGICA! Muito do sucesso tem que ser atribuído à autora Catherine Johnson, que cuidadosamente inseriu as obras primas na história.' THE KOREA TIMES, Coréia do Sul

"O mais divertido musical no teatro dos últimos anos" TORONTO STAR, CANADÁ

"Um irresistível hit. O roteiro espirituoso e ingênuo de Catherine Johnson tece as famosas músicas do ABBA com as personagens da trama. No final, todo o público fica em pé dançando os sucessos." DAILY TELEGRAPH, ENGLAND

Promoção Mamma Mia em Dobro:
Compre um ingresso e ganhe 50% no segundo*

sábado, 19 de novembro de 2011

Priscilla, Rainha do Deserto - Video do Coquetel

Confira cobertura especial do lançamento da superprodução "Priscilla, A Rainha do Deserto" que chega ao Brasil em 2012. Na entrevista da TV Guia da Semana estão Saulo Vasconcelos, Ruben Gabira, Luciano Andrey, Simone Guitierres e André Torquato.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Muitos Musicais

Para os fãs de musicais como eu, o futuro não podia ser melhor: até o meio do ano que vem, São Paulo receberá um punhado de estreias além de produções de ótimo nível que já passaram pelo Rio de Janeiro. Isso em um momento em que temos 'Cabaret', 'As Bruxas de Eastwick', 'Mamma Mia!', Florilégio Musical' e 'Emoções que o Tempo Não Apaga' em cartaz.

 

Logo em janeiro, finalmente chega 'Hair', no Teatro do Shopping Frei Caneca. Trata-se da versão exuberante, entusiasmada e muito bem interpretada de Claudio Botelho e Charles Möeller, que causou sensação no Rio. E a montagem paulista terá uma novidade: a presença de Kiara Sasso.

 

Agora, março é que será o mês musical por excelência: devem estrear 'Familia Adams', no Teatro Abril e estrelado por Marisa Orth e Daniel Boaventura; 'Um Violinista no Telhado', maravilhosa montagem de Botelho e Möeller com bela e segura interpretação de José Mayer; e 'Priscilla – A Rainha do Deserto', com Saulo Vasconcelos ponteando o elenco.

 

O ano será marcado ainda por uma versão de 'Fama', inspirado no famoso filme de Alan Parker, que deve estrear em São Paulo; e 'O Mágico de Oz', versão da incansável dupla Botelho e Möeller, com estreia no Rio de Janeiro.

 

A capital carioca, aliás, tem o prazer de acompanhar o trabalho já clássico de Claudia Netto em 'Judy Garland – O Fim do Arco-Íris', em cartaz no Teatro Fashion Mall. Conversei com o autor do texto, o britânico Peter Quilter, que veio ao Rio especialmente para a estreia, no fim de semana passado. Ele ficou deslumbrado com a montagem e principalmente com o desempenho de Claudia. "Ela personifica todas as qualidades e defeitos de Judy com incrível perfeição", disse Quilter. Para ele, a versão brasileira é a melhor entre todas as estrangeiras e comparável apenas à que está em cartaz em Londres.

 

De fato, vale a pena pegar a ponte aérea ou mesmo um ônibus para acompanhar o desempenho de Claudia Netto. Seu desempenho é carregado de detalhes preciosos capazes de perfilar com exatidão a alma desencontrada de Judy Garland no final da vida. Uma atuação inesquecível e, desde já, clássica

 

Ubiratan Brasil

 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Brasil vai montar musical do filme Priscilla, A Rainha do Deserto, com estreia prevista para 2012

 

Por Andréia Silva

 

Perto de completar duas décadas desde sua estreia no cinema, Priscilla, A Rainha do Deserto agora começa a sua estrada nos palcos. O musical, que está em cartaz na Broadway (em Nova York) e na Austrália, chega em 2012 aos palcos brasileiros.

 

Foram cinco meses de seleção com os mais de dois mil atores inscritos para a versão nacional do musical. O elenco traz nomes de peso quando o assunto é musical, como Saulo Vasconcelos, já velho conhecido do público de musicais como Fantasma da Ópera, Lês Misérables, A Bela e a Fera Ainda, A Noviça Rebelde, Cats e Mama Mia, com o qual está em cartaz.

 

Para viver o trio de protagonistas, foram escalados o veterano Ruben Gabira, que viverá Bernardette, Luciano Andrey, no papel de Mitzi (Tick), e o brasiliense André Torquato, que vai dar vida a Felicia (Adam). Saulo fará o papel do mecânico Bob.

 

"A peça traz um clima leve, mas as personagens não deixam de ter seus dramas, como o meu personagem", conta Saulo. Segundo o ator, sua intenção inicial era fazer uma das protagonistas, mas, ao verem sua foto e experiência, os responsáveis pela produção americana do musical acharam que ele seria ideal para interpretar Bob.

 

"Quando assisti ao filme pela primeira vez, eu disse a mim mesmo: um dia eu vou viver esse personagem no teatro. O filme me impactou, assim como a personagem. Agora, estou aqui", conta Gabira. "O que mais me chama atenção na história é o modo como ela acontece, a tolerância entre os três e a amizade que nasce daquela aventura, uma coisa meio mambembe", diz o ator.

 

Veterano em musicais, já tendo participado das montagens de A Chorus Line, Miss Banana, A Estrela Dalva, Dzi Croquettes, Não Fuja da Raia, Brasil 70 Musical, entre outros, Gabira está de volta ao Brasil depois de 12 anos fora. Para ele, a maior surpresa é ver como a cena dos musicais mudou no Brasil. "Sou da geração de Claudia Raia, Raul Gazola, Thales Pan Chacon, e na nossa época era difícil fazer uma montagem dessas, até o público não era assim tão fã do formato. Hoje, a gente tem esse boom de musicais; antigamente, era um musical por ano e centenas de atores disputando, e hoje o público se rendeu", diz ele.

 

O caçula do trio é André Torquato, que, na quarta peça de sua carreira, se prepara para viver seu primeiro protagonista. O ator conta que a maratona de testes foi das mais pesadas – ele diz que ainda está ensaiando para subir ao palco de salto alto – e que está ansioso com o papel, por ser diferente dos outros, já que ele costuma fazer papeis de mocinho.

 

"Esse personagem tem momentos mais densos, o que vai ser bom para mim. Tenho uma amiga que diz que fazer o primeiro protagonista é como o primeiro sutiã. Nesse caso, eu estou fazendo o meu primeiro protagonista e usando meu primeiro sutiã", brinca Torquato.

 

A direção geral do espetáculo é de Simon Philips, que também dirigiu o musical na Austrália. O projeto ainda conta com Almali Zraik na produção-geral, a coreógrafa Tania Nardini e Miguel Briamonte na direção musical.

 

Agora, enquanto espera o mês de janeiro para iniciar os ensaios, parte da trupe embarca para Nova York para experimentar os figurinos luxuosos de Bernardette e companhia. Ao todo, o elenco traz 27 atores. A estreia está marcada para março de 2012, no Teatro Bradesco, em São Paulo.

 

Saraiva Conteúdo

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Hora e a vez dos musicais


Por Edgar Olimpio de Souza,

Visto : 174

Publicado em : Teatro, Reportagem

 

A Broadway nova-iorquina e o West End londrino são o epicentro do teatro musical, mas as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro também estão se tornando parte do circuito. O mercado musical brasileiro já é o terceiro maior do mundo. Nas duas capitais é possível assistir algumas das mais famosas produções musicais, na forma de franquia ou adaptadas ao jeito brasileiro, sem precisar viajar para os Estados Unidos ou a Inglaterra.

 

O fenômeno, que já dura uma década e está longe de saturar, gerou efeitos colaterais positivos, como a profissionalização do setor. A repetição não só permitiu o apuro técnico de figurinistas, cenógrafos, músicos, produtores e outros profissionais do ramo, como revelou ao grande público a existência no país de uma porção de atores capazes de interpretar, cantar e dançar. Ou seja, transitar do texto falado para o cantado sem maiores traumas e ainda arriscar passos de coreografia.

 

Em que pese o valor salgado dos ingressos – Mamma Mia!, por exemplo, custa até 250 reais o tíquete, os musicais arrastam multidões aos teatros. O Fantasma da Ópera (2005, SP) foi o mais visto até hoje no País, somando quase 900 mil espectadores, muitos deles desembarcando de caravanas organizadas em outras cidades, algo habitual durante as temporadas dessas superproduções. O negócio, inclusive, atiçou o carnaval. No desfile de 2012, a São Clemente vai levar para o sambódromo o tema Uma Aventura na Sapucaí, que pretende narrar a história dos musicais brasileiros ao longo das décadas.

 

Freqüentador da ponte aérea São Paulo-Broadway, o crítico de teatro Vinício Angelici, 64 anos, avalia que pontualmente a filial supera a matriz. "O Rei e Eu era tão sofisticada que botava a montagem que vi em Nova York em 1996 no chinelo", compara, referindo-se à luxuosa produção dirigida por Jorge Takla no ano passado em São Paulo.

 

Nesse momento, estão em cartaz nos palcos cariocas Beatles num Céu de Diamantes (2008), que chegou a se apresentar na francesa Lyon e é um dos raros sucessos sem vínculo com a Broadway, Emilinha e Marlene – As Rainhas do Rádio (foto ao lado), de Julio Fischer e Thereza Falcão, e Tim Maia – Vale Tudo, o Musical, de Nelson Motta. Os dois últimos, aliás, seguem uma vertente comum no Brasil, o de encenar grandes nomes da música popular brasileira. Em novembro subirá ao palco Judy Garland – O Fim do Arco Íris.

 

Na cena paulistana destacam-se As Bruxas de Eastwick, adaptação cheia de efeitos especiais a partir do romance de John Updike, Mamma Mia!, de Catherine Johnson, e a ousada versão de Cabaret, estrelada por Cláudia Raia. Em janeiro próximo aterrissará o libelo pacifista Hair e em março Um Violinista no Telhado, baseado em contos judaicos de Sholom Aleichem, ambos escorados em boas carreiras no Rio de Janeiro. Ao longo do ano ganharão vida ainda as superproduções O Mágico de Oz, A Família Addams e Priscila, a Rainha do Deserto.     

 

As estrelas sobem. "Hoje temos condições de montar grandes musicais com a mesma qualidade da Broadway", atesta o ator José Mayer, 61 anos, que interpretou o rústico e histriônico leiteiro judeu Tevye em Um Violinista no Telhado. Quem faz coro é Saulo Vasconcelos, 37, figura onipresente no gênero (Cats, em 2010, e A Bela e a Fera, em 2002, entre outros) e atualmente no papel de Sam em Mamma Mia!. "Já não é mais boom, mas uma realidade", comemora.

 

Ele contracena com a protagonista Kiara Sasso que, apesar de seus 32 anos, pode ser considerada uma veterana no meio, enfileirando um trabalho atrás do outro, como Miss Saigon (2007), A Noviça Rebelde (2008) e Jekyll & Hide – O Médico e o Monstro (2010).  "O musical comove e emociona, por isso agrada tanto ao público", acredita ela. Da mesma geração e, como a colega, com sólida formação no Exterior, Bianca Tadini (West Side Story e Evita), 31, ensina que o segredo em uma atividade cada vez mais rigorosa é estudar sempre "e cuidar da voz, não expondo-se ao frio, ao cigarro e à bebida."

 

A nova geração, simbolizada por nomes como Kiara, Bianca, Alessandra Maestrini, Fred Silveira e Patti Amoroso, de carreiras consistentes, é reverenciada pelo ator Eduardo Galvão, 49, que vive o misterioso personagem que seduz três mulheres solitárias em As Bruxas de Eastwick.  "Esta galera é preparadíssima, bem diferente de outros tempos", coteja ele, que atuou em Gloriosa (2008) e Gypsy (2010).

 

Quem sentiu na pele este upgrade técnico foi Aniela Jordan, 48, uma das sócias da Aventura Entretenimento, ao lado de Luiz Calainho, Charles Moeller e Cláudio Botelho – a dupla Moeller e Botelho, por sinal, contribuiu decisivamente para a consolidação do teatro musical no País, com mais de quarenta espetáculos na bagagem. Em apenas dois anos de existência, a produtora conduziu mais de dois milhões de pessoas ao teatro para ver superproduções como A Noviça Rebelde, O Despertar da Primavera, Hair e Um Violinista no Telhado.

 

"Foi um sufoco compor o elenco de A Ópera do Malandro" (2003, de Chico Buarque), recorda Aniela. Dos 500 atores que enfrentaram as audições, sobreviveram apenas 40%. "Não tínhamos gente que cantasse, interpretasse e dançasse a altura do exigido. Mesmo assim, ficamos onze meses em cartaz, com ingressos esgotados", conta. "Hoje, daria para montar até dois grupos de primeiríssima qualidade", garante. O divisor de águas, em sua avaliação, se deu a partir de A Noviça Rebelde, encenado no Rio de Janeiro e São Paulo com enorme sucesso de público e crítica. 

 

Perseverança. Atualmente, um anúncio para testes para um musical pode registrar até cinco mil inscrições, caso de Hair. Em O Despertar da Primavera (2010), por exemplo, dezenove atores têm entre 16 e 25 anos foram pinçados entre mais de três mil candidatos.  Os selecionados têm de exibir não só habilidade para interpretar, cantar e dançar como demonstrar fôlego de maratonista para encarar até sete sessões por semana de um espetáculo em cartaz.   

 

"Nosso material humano atual é tão bom que nos igualamos à Broadway", afirma a produtora de elenco Marcela Altberg, 38, pioneira nessa função. "Um crítico escreveu que a cena do sonho em Um Violinista no Telhado é a mais bonita de todas as montagens desse texto que ele viu pelo mundo", orgulha-se ela, que costuma receber emails diários de interessados em enviar currículos e saber de audições. 

 

Um dos militantes pela causa musical no Brasil, o diretor Jorge Takla, 60, do recente Evita, penou para fechar o time de Cabaret (1989), protagonizado por Beth Goulart e Diogo Vilela. A missão, hoje, ficou mais fácil. "Agora já sabemos levantar um musical sozinhos, sem a ajuda de profissionais da Broadway", celebra.

 

Outro diretor conectado ao gênero, José Possi Neto (New York, New York e Emoções Baratas), 64, garimpou 38 atores e músicos para a sua versão de Cabaret, assinado pela Chaim Produções (Tim Maia – Vale Tudo, o Musical e Os Produtores), forte produtora no meio. "Parte do sucesso desse movimento deve-se à perseverança das atrizes Bibi Ferreira, Marília Pêra e Cláudia Raia", elege ele, acrescentando que o teatro musical hoje tomou o lugar das grandes produções teatrais, cada vez mais escassas.

 

A gênese do gênero. Antes do chamado boom, a tradição musical brasileira estava restrita ao teatro de revista na década de 1920, ao primeiro espetáculo importado da Broadway, Minha Querida Lady (1963, com Paulo Autran e Bibi Ferreira), às montagens engajadas dos anos 1960 e 1970, exemplos de Roda Viva (1968) e Ópera do Malandro (1978), e musicais esforçados como A Chorus Line (1983), com uma então adolescente Cláudia Raia. Foi a encenação de Rent (1999) que detonou a primeira onda. O tsunami irrompeu de vez com Les Miserables (2001), inspirado no épico de Victor Hugo, que atraiu 350 mil espectadores em quase um ano em cartaz.

 

O êxito auferido por essa franquia da multinacional Time 4 Fun (ex-CIE), especializada em importar musicais enlatados, estabeleceu uma norma, o das superproduções que empregam mais de uma centena de profissionais, entre atores, bailarinos, músicos e equipe técnica, e chegam a custar até 12 milhões de reais, como Miss Saigon (2007), que abrigava um helicóptero em tamanho real no palco. O musical mais caro de todos os tempos da Broadway, o atual O Homem Aranha, teve um orçamento equivalente a 110 milhões de reais.

 

Como a demanda por musicais se anabolizou, com cachês que variam de 10 mil a 40 mil reais mensais ao longo da temporada ou por prazo de trabalho, brotaram cursos específicos de olho nesse mercado promissor, como a paulistana Casa de Artes OperÁria, que prepara atores nas três especialidades exigidas pelos musicais - canto, dança e interpretação.

 

Aulas particulares também são procuradas. "Os atores estão se especializando e quem chega entoando qualquer coisa não passa nos testes", explica a preparadora vocal Amélia Gumes, 34. Uma das responsáveis por levar aos musicais a técnica de canto belting, ela educou as vozes de Arlete Salles e Danielle Winits para Hairsrpay (2010).

 

Nem só de superproduções musicais, no entanto, vive a temporada. Espetáculos de orçamento modesto, sem cenários e figurinos suntuosos, mas enaltecidos pela crítica especializada, também têm público cativo. Nara, sobre a musa da Bossa Nova Nara Leão, excursiona com sucesso pelo País. "Como não encontrava atores que tocassem bem instrumentos (percussão, piano e violão), tive que optar por músicos que soubessem atuar", revela o autor (em parceria com Fernanda Couto, a protagonista) e diretor Márcio Araújo, 40.

 

Na mesma linha de encenar um musical com sotaque brasileiro, avesso às fórmulas da Broadway, a atriz Rachel Ripani, 34, em cartaz em Mamma Mia!, escreveu e atuou no sensual Cabaret Luxúria, que deve retornar repaginado nos próximos meses. "Eu acho que a música aproxima muito o público da história", resume. A explosão do gênero, ao que parece, parece cobri-la de razão. 

 

 O QUE ELES DISSERAM

"O som é uma função complexa. Eu cuido das caixas acústicas, dos modelos, onde estarão posicionadas, os microfones, como serão usados. Não dou conta de tanto trabalho. Sou autodidata, tive que inventar a minha formação, até estudei na Alemanha." 

(Marcelo Claret, 43, sound designer de Um Violinista no Telhado, Hair e Beatles num Céu de Diamantes)  

 

"Eu preciso estar atento ao equilíbrio da orquestra. Hoje o músico está mais preparado, antigamente muitos não sabiam o que era uma partitura. Não adianta o ator cantar bem e perder a voz durante a temporada. Eu o ensino a poupar o seu instrumento vocal."

(Marcelo Castro, 35, diretor musical de As Bruxas de Eastwick e regente da orquestra em Um Violinista no Telhado)

 

"As atrizes voam por cima da platéia e é a primeira vez que essa técnica é desenvolvida na América Latina. Os cabos e cadeirinhas eu trouxe dos Estados Unidos. Eu posso fazer um personagem ficar gordo ou um carro explodir. Todo efeito envolve um risco."

(Heitor Cavalheiro, 23, responsável pelos efeitos especiais de As Bruxas de Eastwick)

 

"No Brasil ainda não há uma indústria de cenografia. No musical, a cenografia precisa dialogar com a música, a coreografia e a intenção do diretor. Nesta montagem, disponho de quinze maquinistas para mudar os diversos ambientes da trama."

(Rogério Falcão, 50, cenógrafo de As Bruxas de Eastwick)

 

"Como as temporadas são longas, os figurinos precisam ter durabilidade e resistência e isso envolve uma tecnologia específica. Sapatos acabam em um mês. Em O Rei e Eu importamos tecidos da Tailândia, China e Índia. Foi uma experiência de delírio."

(Fábio Namatame, 52, figurinista de Cabaret) (foto ao lado)

 

"Eu monto toda a estratégia de produção. Nos ensaios, usamos três salas simultâneas e preciso maximizar o tempo para não deixar o pessoal esperando, se não viramos a madrugada. Quero que eles se sintam acolhidos e respeitados. É um quebra-cabeça."

(Tina Salles, 40, coordenadora artística, que criou essa função ao lado de Charles Moeller e Cláudio Botelho)

 

"Como transitei por dramas, comédias e shows, acabei adquirindo cancha para musicais. No musical, a iluminação pode se permitir um nível de abstração grande porque as pessoas conversam cantando. Neste espetáculo, a luz virou um personagem."

(Paulo César Medeiros, 45, iluminador de As Bruxas de Eastwick)

 

"Meu desafio é fazer o elenco dançar bem. A coreografia num musical ajuda a contar a história, por isso tenho de estudar muito o texto, entender a linguagem do diretor para casar com o tipo de movimentação. O segredo para o ator é ter inteligência corporal."

(Tânia Nardini, 49, coreógrafa de May Fair Lady e Evita, entre outros)

 

Anote aí:

 

SÃO PAULO

As Bruxas de Eastwick. De John Updike. Adaptação e Direção cênica de Cláudio Botelho e Charles Moeller. Direção musical de Marcelo Castro. Com Eduardo Galvão, Maria Clara Gueiros, Sabrina Korgut, Renata Ricci e outros. Teatro Bradesco (Shopping Bourbon. Rua Turiaçu, 2.100, Perdizes. Fone: 11. 4003-1212). Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 16h e 20h. Ingresso: R$ 10 a R$ 190. Até 11 de dezembro.

 

Cabaret. De Joe Masteroff (texto), John Kander (música) e Fred Ebb (letras). Adaptação de Miguel Falabella. Direção cênica de José Possi Neto e Direção musical de Marconi Araújo. Com Cláudia Raia, Jarbas Homem de Mello, Marcos Tumura e outros. Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823, Cerqueira César. Fone: 11. 3083-4475). Quinta, 21h; sexta, 21h30; sábado, 18h e 21h30; domingo, 18h. Ingressos: R$ 40 a R$ 200. Em cartaz por tempo indeterminado.

 

Mamma Mia! De Benny Andersson, Björn Ulvaeus e Catherine Johnson. Adaptação de Cláudio Botelho. Direção geral de Robert McQueen e Direção local de Floriano Nogueira. Com Saulo Vasconcelos, Kiara Sasso, Patti Amoroso, Rachel Ripani  e outros. Teatro Abril (Avenida Brig. Luis Antônio, 411, Bela Vista. Fone: 11. 4003-5588). Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 16h e 20h. Ingresso: R$ 80 a R$ 250. Até 18 de dezembro.

 

RIO DE JANEIRO

 

Beatles num Céu de Diamantes. Direção e Criação de Charles Moeller e Cláudio Botelho. Com Sabrina Korgut, Alessandra Verney, Ivana Domenico e outros. Teatro Clara Nunes (Rua Marquês de São Vicente, 52, Shopping da Gávea. Fone: 21. 2274-9696). Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. Ingresso: R$ 60 e R$ 70. Até 11 de dezembro.

 

Emilinha e Marlene – As Rainhas do Rádio. De Júlio Fischer e Thereza Falcão. Direção cênica de Antonio de Bonis e Direção musical de Marcelo Alonso Neves. Com Vanessa Gerbelli, Solange Badin, Stella Maria Rodrigues e outros. Teatro Maison de France (Avenida Presidente Antônio Carlos, 58, Centro. Fone: 21. 2544-2533). Quinta e sexta, 19h30; sábado, 20h30; domingo, 18h30. Ingresso: R$ 60 e R$ 70. Até 11 de dezembro.

 

Tim Maia – Vale Tudo, o Musical. De Nelson Motta. Direção de João Fonseca. Direção musical de Alexandre Elias. Com Tiago Abravanel, Isabella Bicalho, Lilian Valeska e outros. Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes, 19, Centro. Fone: 21. 2232-8701). Quinta a sábado, 20h; domingo, 18h. Ingresso: R$ 40.  Até 13 de novembro.

 

Revista Stravaganza

 

 

 

 

 




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Carla Mariza
Blog e Site Oficial Saulo Vasconcelos

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Musical Priscilla estreia em março em SP

 

Sucesso no cinema, espetáculo terá famoso ônibus colorido, que virá de navio, da Espanha

 

Quinta, 10 de Novembro de 2011, 03h09

UBIRATAN BRASIL

 

Um ônibus colorido, quase psicodélico, deve chegar a São Paulo em março do próximo ano. Mundialmente conhecido como Priscilla, virá de navio, desde a Espanha. E seu porto final será o Teatro Bradesco, onde, no dia 16 daquele mês, estreia o musical Priscilla, Rainha do Deserto. "Só essa transferência vai custar R$ 1,5 milhão", anunciou Leonardo Ganem, diretor-geral da GEO Eventos, empresa que, associada à Base Entertainment, será responsável pela produção brasileira. "É um investimento caro, mas justificável para trazer um espetáculo que estreou há pouco tempo na Broadway."

Essa é a meta da parceria das duas empresas, dispostas a investir em grandes eventos culturais - em abril, por exemplo, será a vez do Lollapalooza, que vai acontecer no Jockey Club. "Nosso objetivo é trazer musicais novos, que não tenham ainda iniciado carreira lá fora", emenda Ganem.

E Priscilla é o abre-alas: na Broadway, o musical estreou em março deste ano, depois de grande sucesso de público na Austrália e em Londres. A estrutura que vem ao Brasil é a que está atualmente em cartaz na capital inglesa. Leonardo Ganem não revelou valores mas, a julgar pelo custo do transporte do ônibus, é de se esperar uma produção próxima dos R$ 10 milhões. Afinal, o elenco brasileiro já está escalado com 27 integrantes, dos quais dois atores mirins.

Alguns estão ainda em atividade, como o jovem e talentoso André Torquato, de apenas 18 anos - ele está em As Bruxas de Eastwick. E também um veterano, Saulo Vasconcelos, grande estrela do teatro musical brasileiro, em cartaz com Mamma Mia!. "O mercado está aquecido, a ponto de eu emendar um trabalho no outro", comemora Vasconcelos que, antes do Mamma, esteve em Cats. Ele também viverá um papel inédito no palco: o de um homem que se apaixona por outro. "Serei Bob, o mecânico que embarca no ônibus das drags e que vai ter um relacionamento com Bernadette."

Por conta do curto período entre a estreia mundial e a brasileira de Priscilla, praticamente nenhum ator do elenco conseguiu assistir ainda ao musical. "Pretendo ver agora em dezembro, em Nova York", conta Torquato, que viverá Adam, conhecido como Felicia, a mais espevitada das drags. "No cinema, o papel foi interpretado por Guy Pearce, que deixou uma marca profunda", comenta. "Mesmo assim, já estou preparando a minha versão do papel."

Priscilla foi um grande sucesso no cinema, nos anos 1990. A ideia partiu do diretor australiano Stephan Elliott que, inicialmente, planejava um musical tradicional. Não encontrou produtores interessados no projeto. Fã de Carmen Miranda, ele mudou de planos e passou a pensar em drag queens. Imaginou duas drags e um transexual percorrendo o deserto australiano. Uma imagem não lhe saía da cabeça: uma das drags, de pé sobre um ônibus cor-de-rosa, desfralda o manto de lamê, como se fosse uma bandeira. Recriada na tela grande, tornou-se um símbolo.

A transexual Bernadette será vivida por Ruben Gabira, enquanto a outra drag, Mitzi, por Luciano Andrey. Uma das divas ganha interpretação da atriz Simone Gutierrez, que brilhou em Hairspray. A experiente Tania Nardini assina a coreografia enquanto Miguel Briamonte comandará a orquestra.

Estadão

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"Priscilla – A Rainha do Deserto" estreia em março

Produtora-geral Almali Zraik contou todos os detalhes deste delicioso musical

"Priscilla – A Rainha do Deserto" estreia em março
DIVULGAÇÃO


Jornal de Serviço
Oliveira Andrade

Os grandes musicais definitivamente conquistaram os palcos paulistanos e, a cada dia, aumentam suas plateias. Depois de cinco meses de seleção, foram anunciados os artistas que estarão na montagem brasileira do premiado espetáculo “Priscilla - A Rainha do Deserto”.

Quer saber quem são eles? A produtora-geral Almali Zraik contou todos os detalhes sobre o musical, que tem previsão de estreia em 16 de março de 2012, de quinta a domingo, no Teatro Bradesco, em São
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Paulo.

Os artistas que representarão as drags queen serão Ruben Gabira, Luciano Andrey e André Torquato. O elenco brasileiro conta com 27 integrantes, entre eles Saulo Vasconcelos e Simone Gutierrez.

O espetáculo estreou em Nova York em março deste ano, depois de registrar grande sucesso de público na Austrália e em Londres. O Brasil também terá um novo diferencial: marcará a estreia do musical em outro idioma além do inglês.

De acordo com Almali Zraik, grande parte do elenco viajou para os Estados Unidos para provar o figurino e acertar os últimos detalhes para a peça, cujos ensaios começam em janeiro do ano que vem.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Saulo Vasconcelos anuncia seu novo musical - Priscilla, A Rainha do Deserto

O ator de musicais de maior reconhecimento da atualidade não poderá parar já que encerra sua temporada como Sam em Mamma Mia em 18 de dezembro no teatro Abril e terá apenas Natal e Ano Novo para descansar, pois Saulo Vasconcelos é o mais novo BOB do musical Priscilla, A Rainha do Deserto.

Veja o vídeo, no qual, o ator anuncia o seu novo trabalho, após o coquetel de anúncio de elenco de

video


Saulo Vasconcelos estreia ano que vem como BOB do elenco de Priscilla, A Rainha do Deserto.

Os ensaios do musical  tendem começar em janeiro o que não dará tempo a Saulo para grandes viagens, mas ainda assim ele garante estar muito Feliz.

O elenco conta ainda com André Torquato, Andrezza Massei,  Simone Gutierrez, Luciano Andre entre outros tem estréia prevista para  março no teatro Bradesco em São Paulo. Produzido pela Geo Eventos Priscilla, A Rainha do Deserto promete ser grande sucesso, além de ser versão original da Broadway.

Acompanhe o vídeo promo do original da Broadway

domingo, 6 de novembro de 2011

BASTIDORES DE MAMMA MIA! no programa Manhã Maior

Confiram a parte 1 e 2 do programa Manhã Maior mostrando os Bastidores do Musical Mamma Mia!

Saulo Vasconcelos foi pego no 'pulo'  jogando Guitar Hero e ainda a preparação e detalhes de roupas e camarins de Kiara Sasso, Andrezza Massei, Rachel Ripani e Pati Amoroso, além de detalhes dos cenários.


 
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