quarta-feira, 17 de novembro de 2010

“MAMMA MIA!” (Nuestra Crítica).

Red Teatral viajó a San Pablo para cubrir el estreno de la producción brasilera del exitoso musical inglés…




16 de noviembre de 2010,

El pasado 10 de noviembre, el musical “Mamma Mia!” subió a escena en el Teatro Abril de la ciudad de San Pablo. Red Teatral estuvo presente para palpitar la mega producción que ya fue disfrutada por más de 45 millones de espectadores en el mundo.

La historia se desarrolla en una paradisíaca isla griega. Allí se encuentra Sophie (Pati Amoroso), una joven que en la víspera de su casamiento, invita a tres hombres que fueron parte del pasado de su madre en miras de descubrir cual de ellos es su padre biológico.

Desde este punto inicial, la trama respeta una estructura de comicidad ascendente, al mismo tiempo que se incluyen las canciones que hicieron de Abba un fenómeno internacional.

En el elenco brasilero de “Mamma Mia!” hay talento de sobra. Kiara Sasso (conocida por sus roles protagónicos de “A Bela e a Fera”, “O Fantasma da Ópera”, “A Noviça Rebelde” y “Jekyll and Hyde, o Médico e o Monstro”) interpreta a Donna, la madre de Sophie. Su registro de voz es impecable y en ciertos momentos logra captar ampliamente la atención del público (imperdibles: “E viva o vencedor” y “Mamma Mia”).

Si de hacer reír se trata, las amigas de Donna – Rosie (Andrezza Massei) y Tanya (Rachel Ripani) – traen a escena una combinación explosiva. Tan solo verlas haciendo poses y ridiculizándose al máximo cuando entonan “Chiquitita”, para luego seguir en esa misma dirección junto a Sasso, con el número “Dancing Queen”.



Los personajes de los “candidatos a padre” - Bill (Carlos Arruza), Harry (Cleto Baccic) y Sam (Saulo Vasconcelos) – están encarados de forma tal que sus personalidades reflejan tres facetas disímiles en el pasado de Donna. Ellos hacen un ingreso emotivo con “Eu agradeço” y por separado - pero de la mano de algunos de los personajes femeninos, le dan voz a otros clásicos como “S.O.S.”, “Bom para mim, bom para você”, “O último verão”, “Olha bem para mim” y “É sim, é sim, é sim”.

El futuro marido de Sophie, Sky (Thiago Machado), se destaca junto a Amoroso en “Não gaste o sentimento” y son acompañados por varios miembros del ensamble, los cuales realizan una de las coreografías más graciosas del show.

La escenografía en sí es simple, resaltan dos grandes paredones móviles que los artistas transportan y a los cuales les suman diversos elementos para que, en cuestión de segundos, los espectadores vean cómo la escena se transforma de un cuarto de hotel, a un restaurante, o al lugar donde se celebra una despedida de solteros y hasta una iglesia.

Asombra el diseño de luces, más precisamente para el cuadro final, en el cual desciende una estructura metálica llena de luminarias que generan un clima típico al de los recitales. Un efecto único, que literalmente levanta al público de sus butacas y lo hace bailar y cantar al unísono junto a los artístas.

La producción brasileña fue generada con la supervisión de un equipo internacional. Localmente cuenta con los trabajos de dirección y coreografía de Floriano Nogueira (recientemente a cargo en mismas tareas en “Cats” de Rio de Janeiro y San Pablo), la dirección musical pertenece al maestro Paulo Nogueira y la adaptación al portugués es de Claudio Botelho (hombre de marcada trayectoria en la traducción de musicales extranjeros, como “Les Misérables”, “A Bela e a Fera”, “Chicago”, “O Fantasma da Ópera” y “Miss Saigon”, entre muchos otros).

“Mamma Mia!” es recomendable para toda la familia, los seguidores de Abba y todos aquellos en la búsqueda de un musical lleno de vida, “energizante” y cuyas canciones, de manera directa o indirecta, todo el mundo conoce.

FACUNDO ESPÓSITO

Data interesante:
• La versión original de “Mamma Mia!” fue escrita por Catherine Johnson, con música y letras de los integrantes de Abba Benny Andersson y Björn Ulvaeus (y algunas canciones con Stig Anderson).

Redteatral

Mamma Mia!


Musical baseado em músicas do ABBA chega ao Brasil

O musical “Mamma Mia!” chega ao Brasil, com versões de Cláudio Botelho. A montagem conta com 23 músicas do grupo ABBA e 32 artistas no elenco, entre eles Kiara Sasso, Saulo Vasconcelos, Raquel Ripani e Cleto Bacic. A produção brasileira contará com figurinos e cenários originais.


Para escrever uma história sobre amor e amizade, passada em uma pequena ilha grega, a escritora Catherine Johnson se inspirou nas canções do grupo sueco ABBA inspiraram. A história mostra uma filha, às vésperas de seu casamento, que está em busca da identidade de seu pai e para isso convida três homens que fazem parte do passado de sua mãe. Hits como "Dancing Queen"; "The Winner Takes It All"; "Money, Money, Money" e "Take A Chance on Me", fazem parte da peça.


Ainda em cartaz em sete teatros do mundo, incluindo Londres e Nova York, o espetáculo já se apresentou em mais de 240 cidades e foi traduzido para 14 idiomas. O texto também rendeu frutos no cinema, com Meryl Streep, Pierce Brosnan e Colin Firth no elenco.

Mamma Mia!
Teatro Abril
Tel.: (11) 4003-5588
Quarta, quinta e sexta, às 21h, sábado, às 17h e 21h, e, domingo, às 16h e 20h.
Este espetáculo é recomendado para todas as idades. Menores de 12 anos acompanhados dos pais ou responsável legal.

Musical das Feras





Sucesso há mais de dez anos na Broadway, o musical Mamma Mia! finalmente chega ao Brasil. Com um elenco de 32 atores, entre eles Kiara Sasso (31), Saulo Vasconcelos (36) Rachel Ripani (33)e Andrezza Massei (34), que interpretam as canções do grupo sueco Abba, compostas por Benny Andersson (63) e Björn Ulvaeus (65), a préestreia foi aclamada pelo público no Teatro Abril, em São Paulo.

Recepcionados por familiares e amigos, os atores não contiveram a emoção. "A peça é incrível, alegre e tem uma energia boa. Estávamos com muita expectativa de subir ao palco", disse a atriz e produtora Rachel, com o namorado, o empresário Andre Jakubovicj (49).

Habitués dos palcos, Kiara e Saulo estão entre as grandes referências do teatro musical brasileiro. "Ganhei um papel diferente de tudo o que já fiz. É um desafio que estou amando", confessou ela, que já participou de O Fantasma da Ópera, esta ao lado de Saulo, e A Bela e a Fera, ambos da Broadway, e iniciou sua carreira há quase 17 anos. "Quando eu achei que já tinha vivido de tudo, chega uma surpresa como esta", exultou Saulo, que está comemorando dez anos de canto e dança nos espetáculos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sucesso em versão Nacional - Revista Quem


Da pista de dança para o palco


Se os anos 70 são comprovadamente uma fonte de nostalgia, a banda sueca ABBA é o melhor exemplo de como transformar a memória em franquia. Mesmo que os integrantes do grupo formado em 1972 já tenham se separado há quase três décadas, suas canções e seu estilo parecem nunca sair do universo pop e geraram uma infinidade de subprodutos extremamente lucrativos – de coletâneas ao ABBA Museum, em Estocolmo, passando pelo filme Priscilla – A rainha do deserto e por um sampler no último disco de Madonna.



Haveria algum motivo para que músicas como “Dancing queen”, “Chiquitita” e “Mamma mia” ainda façam sucesso nas pistas de dança e voltem às paradas de tempos em tempos? “Esse é um mistério com que eu vivo bem”, diz Björn Ulvaeus, um dos Bs do nome ABBA (>em>leia sua entrevista abaixo). As melodias pegajosas, a qualidade das cantoras e as grandes produções são parcialmente responsáveis pela longevidade do ABBA. Também não se pode subestimar a história do grupo, que tem papel essencial na formação do pop dançante atual: foi a primeira banda nórdica a fazer sucesso mundial e uma das pioneiras em usar o videoclipe como ferramenta de divulgação. Ainda assim, o trabalho de Ulvaeus nos bastidores merece a maior parte dos créditos pelo sucesso comercial da banda nos últimos anos. Após o esfacelamento da banda, Ulvaeus e Benny Andersson – o outro B do ABBA – juntaram-se para proteger o legado do grupo, lançando discos e produzindo musicais.

O teatro é um dos ambientes mais improváveis que a franquia ABBA conseguiu desbravar: com letras que beiram a banalidade, feitas sob medida para as pistas de dança, as músicas da banda tinham tudo para resultar em dramaturgia de péssima qualidade. Apesar disso, Mamma mia! está em cartaz em sete teatros ao redor do planeta, incluindo as montagens do West End de Londres e da Broadway. Já conquistou seu lugar na história, mesmo com apenas 11 anos de vida – pouco se comparado a musicais como O fantasma da ópera, há 24 anos em cartaz, ou Cats, há 30. A consagração definitiva veio em 2008, quando o espetáculo foi adaptado para o cinema, com Meryl Streep no papel principal.

A banda ABBA em 1978Antes de Mamma mia! , Ulvaeus já participara da criação de canções para outros dois musicais pouco conhecidos. Em Mamma mia!, ele e Andersson só precisaram concordar com o uso dos antigos sucessos do ABBA para se tornarem coprodutores. A receita que encontraram para fazer um musical de sucesso beira o óbvio: canções de amor superconhecidas, drama para diferentes faixas etárias, figurinos nostálgicos, cenários paradisíacos e uma aposta na capacidade das músicas para provocar empatia nos espectadores. Uma aposta cujo resultado os dois Bs do ABBA sabiam de cor.

O maior desafio era encaixar as letras numa trama minimamente plausível. Mamma mia! conta (e canta) a história da ex-hippie Donna, cuja filha está para se casar. Proprietária de uma pousada numa ilha grega, Donna reencontra amigas e amores do passado por causa da festa. Há o amor quase adolescente dos noivos, a relação entre mãe e filha, o desejo da noiva de conhecer o pai, o retorno das paixões do passado e, como não poderia faltar, o casamento no final.

Embora a história seja universal, em cada montagem há a preocupação de imprimir uma visão local ao show. Cada produção de Mamma mia! traz características do país e da cidade em que é encenada. Na versão brasileira, esse trabalho coube ao canadense Robert McQueen, que também dirigiu o musical nos Estados Unidos e no México. A atriz Kiara Sasso, principal estrela dos musicais brasileiros, foi escolhida para o papel de Donna. Protagonista de espetáculos como O fantasma da ópera e A noviça rebelde, Kiara considera Mamma mia! um marco em sua carreira de mais de 15 anos. “Além de fazer o papel de uma mulher bem mais velha do que eu, estou descobrindo que consigo atingir os timbres mais baixos que as músicas do ABBA pedem”, afirma. Além disso, foi possível mudar a movimentação no palco, algo raro em produções estrangeiras – em geral, elas enviam regras prontas a seguir.

Mas há um limite para a liberdade: os tradutores do texto original têm de obedecer a uma série de restrições – do número fixo de sílabas para cada verso à manutenção obrigatória de alguns refrões. “ ‘Dancing queen’ não virou a rainha do baile”, diz Cláudio Botelho, o responsável pela versão brasileira das letras. A exigência mostra a força da visão de Ulvaeus para a indústria ABBA: embora tenha uma importância crucial, a qualidade da produção deve estar subordinada à nostalgia.

Revista Época