
Saulo Vasconcelos ator e cantor tem mais de 15 anos de carreira, tanto no Brasil como no exterior em montagens de musicais como O Fantasma da Ópera, A Bela e a Fera, CATS, Mamma Mia e Les Misérables. Tem em sua bagagem mais de quatro milhões de espectadores. Começou a atuar na universidade em O Barbeiro de Sevilha e é um dos mais bem sucedidos atores de musicais da atualidade. Recentemente esteve na produção de O HOMEM DE LA MANCHA e na série (fdp) da HBO
domingo, 21 de novembro de 2010
Mamma Mia!

Saulo Vasconcelos: Olha... Somos quase como um casal. É a arte imitando a vida. Embora não tenhamos nenhuma intimidade física, nosso entendimento um do outro é tão grande que chega a ser uma espécie de casamento. Estivemos um ano e meio juntos em A Bela e a Fera. Dois anos juntos em O Fantasma da Ópera e mais um ano juntos em A Noviça Rebelde. Quase cinco anos juntos. Fora a convivência que tivemos como amigos entre um espetáculo e outro. Ela é uma de minhas maiores críticas, o que pode ser desgastante, às vezes, mas eu sempre respeitei a opinião dela. O mais engraçado é que, quando ela estreou em A Bela e a Fera (nesse circuito de mega musicais da Broadway, que fique claro), eu já era um veterano. E hoje, estamos praticamente no mesmo patamar. De respeito, tanto um ao outro, quanto à profissão. E acho que o que nos mantém sempre nos encontrando nos palcos da vida é uma coisa muito simples, quase batida, mas não menos verdadeira por isso: um imenso amor por teatro e música.
Você que é veterano (já fez o Fantasma da Ópera, Les Miserables, A Bela e A Fera, Cats), o que destaca em Mamma Mia?
Saulo: Com Mamma Mia!, ao contrário de CATS, temos a volta da dramaturgia com personagens definidos, bem como seus conflitos e suas trajetórias. Vale salientar que o trabalho de nosso diretor, o Sr. Robert McQueen, foi extremamente detalhista no que se refere ao cuidado com os personagens. Ouve trabalho de mesa, ou seja, de sentar e entender cada palavra, a função de cada personagem e o caminho que a peça tinha que tomar. Além de ser um excelente diretor, ele foi um grande professor. Foi uma experiência fantástica e tivemos conversas realmente muito profundas sobre o caráter do ser humano. Aliás, a grande diferença pro filme reside no fato de que nós atores mergulhamos um pouco mais em temas como a descoberta repentina da paternidade, o reencontro de um ente amado após de 21 anos, o significado do matrimônio, do apoio da família, o que significa também ser uma mãe solteira independente, com seus prós e contras. Coisa que no filme são vistas de uma forma mais superficial e leve, na peça são abordados de forma intensa e reveladora.
Em Mamma Mia!, existe a liberdade de dar um toque pessoal em seu personagem? Como você está usando isto para viver Sam?
Saulo: Acho que esse foi o grande diferencial dessa produção e direção. Foi-nos dada a instrução de arriscar, buscar nosso próprio entendimento do personagem. Eu descobri um Sam extremamente manipulador, orgulhoso, mas ao mesmo tempo apaixonado e sensível. Há cenas como a chegada dele na ilha, onde ele se mostra extremamente arrogante e cheio de si. E há cenas, como em "The Winner Takes It All", onde ele se mostra completamente vulnerável e exposto a suas fragilidades, como um homem que amou uma mulher por 21 anos e nunca teve sequer a chance de dizer isso pra ela.
Arteplural
sábado, 20 de novembro de 2010
Mamma Mia encerra um ano de musicais!
As principais canções do Abba que estão no musical são Dancing queen, Take a chance on me, The winner takes it all, Money, money, money e, claro, Mamma mia!.
A história se passa numa ilha grega, às vésperas do casamento de uma jovem, filha da dona do único hotel da região. Sem saber quem é seu verdadeiro pai, ela convida para o casório três homens que fazem parte do passado de sua mãe.
A adaptação brasileira é de Cláudio Botelho; as músicas são cantadas em português. “Elas ajudam a contar a história para o público e também o aproximam dos personagens”, explica o diretor Floriano Nogueira. Apenas no final, quando acontece o show de “Donna e as Dynamos”, Dancing Queen é cantada em inglês, com direito à coreografia original. Presente a dança dos anos 70, 80 e 90, incluindo disco e hip hop.
No elenco, grandes nomes do teatro musical brasileiro, como Kiara Sasso, interpretando Donna Sheridan e Saulo Vasconcelos, no papel de Sam Carmichael. Os dois já viveram pares românticos em musicais como A Bela e a Fera, A Noviça Rebelde e Fantasma da Ópera.
No início, Kiara assusta pela jovialidade. Ela faz o papel que foi da atriz Meryl Streel, no cinema. Mas, ao vê-la cantando The winner takes it all o susto passa… Com extrema maestria, ela emociona a plateia. Saulo Vasconcelos faz o provável pai, papel de Pierce Brosnan na telona. É o seu primeiro papel de “cara limpa”, isto é, sem usar máscaras num musical. Recém-saído de Cats, ele conta que é gratificante fazer um personagem como Sam.
Mamma Mia!
Até 19 de dezembro de 2010
Local: Teatro Abril
Endereço: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista, São Paulo
Datas e horários: quartas a sextas às 21h. Sábados, às 17h e às 21h. Domingos, às 16h e às 20h
Para assistir partes do musical e as entrevistas com Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso acesse:
