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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um tour pelos musicais de São Paulo por Saulo Vasconcelos

Esses dias ensaiei durante o dia e tive a possibilidade de ver um pouco do nosso teatro musical a noite. Gostei muito do que vi...

Começou com o Hair.




Gostei tanto, mas tanto, que comentei umas 300 vezes que a experiência de ver o espetáculo foi uma "patada na testa", pela força do seu elenco, além da construção de uma partitura incrível.

Depois assisti Cabaret, com minha parceira Sara Sarres, que aliás pretendo ver e aplaudir muito em Famíla Addams. Outra experiência linda e emocionante. Com o direito à jantar pós-espetáculo para os comentários.



Por último, assisti Vicente Celestino, A Voz Orgulho do Brasil que também me emocinou muito.

Principalmente porque há uns 2 anos conversei com o produtor e um dos atores da peça - Edmundo Lippi - sobre a viabilidade de interpretar o protagonista. Infelizmente, surgiu a possibilidade de fazer Jekyll and Hyde ou CATS e acabei priorizando a vida em São Paulo já que o espetáculo seria no Rio.

A questão que me levou a escrever sobre esses espetáculos é muito simples. O prazer de ver os amigos em cena. Eu sou suspeito quando digo que me emocionei e saí de lá em êxtase, nos três espetáculos. Afinal são meus amigos. Gente que amo e quero bem. Mas, na verdade mesmo, eu morro de preguiça de "gongar" as pessoas em seus trabalhos. Isso é tão clichê. Dá sempre pra fazer críticas construtivas em relação à qualquer espetáculo por mais perfeito que seja ou pareça. Mas isso eu faço quando me perguntam... E de forma privada. Prefiro mil vezes ficar encantado com as interpretações (em HAIR) de meus "ex-filhos" em A Noviça Rebelde, no Rio. Davi Guilherme e Estrela Blanco. Aliás, fiz questão de mandar uma mensagem pra eles pelo Facebook, depois do espetáculo. Mensagem que eles NÃO responderam. Filhos ingratos (rs).

Brincadeiras à parte, é uma delícia ver minha eterna parceira de cena Kiara Sasso, há poucos dias de haver terminado Mamma Mia, num papel completamente diferente (também falando de HAIR).



Outro dia, numa conversa de mesa, num almoço com amigos, disseram que ela tem um star quality inegável e eu fiquei pensando naquilo com orgulho. Falando em orgulho, também fiquei muito orgulhoso e surpreso com Fernando Rocha, no papel de um dos protagonistas de Hair. Eu o conheci em A Bela e a Fera e ele fazia o gárgola que agarrava a Bela, assim que ela entrava no Castelo da Fera. Como o mundo dá voltas. A Carol Puntel está linda também. Forte e líder. Aliás pra vocês entenderem como eu sou suspeito: chorei que nem um bezerrinho desmamado na estréia dela como Grizabella em CATS, substituindo Paula Lima. Não tem jeito. Nesse aspecto eu sou um banana.

Já em Cabaret, uma das coisas que mais admirei, além de meus queridos amigos e ex-companheiros de cena Jarbas Homem de Mello (que canta um Queen como ninguém!!!), Marcos Tumura (num papel tão "coração" quanto ele mesmo é em pessoa) e Guilherme Magon (grande supresa, dado que ele entrou no lugar de Reynaldo Gianecchini, uma responsabilidade de última hora)...



Voltando: uma das coisas que mais admirei foi a generosidade de Cláudia Raia com seu elenco. Saber dividir uma cena, principalmente tratando-se de uma celebridade, é uma tarefa muito difícil. Quem for assistir o espetáculo vai ver do que estou falando. E, finalmente, Vicente Celestino. Com meu querido Ricca Barros no papel do protagonista.

Aliás, que linda homenagem me prestou ao final do espetáculo, anunciando minha presença no teatro. O que mais me chamou a atenção no espetáculo foi o fato de se tratar da vida de um senhor que eu vergonhosamente não conhecia música alguma. Vicente Celestino foi um dos grandes nomes da música brasileira nas décadas de 30 e 40.



E a prova de que ele foi um ícone em sua época, foi a reação do público as suas canções. Um público com uma média de idade muito acima do que tivemos em Mamma Mia, mas que não se esquece. E isso foi tão bonito presenciar. Presenciar a concretização da obra que criamos e que o tempo não leva. O sonho de todo artista.

E foi transformador ver esses talentos brilhando, alguns próximos outros nem tanto. Sempre achei que existe lugar ao sol para todo mundo. Essa coisa de passar por cima dos outros, ou ser mais ambicioso do que o necessário, não faz da nossa vida mais recheada de sucessos. Mas, como é bom quando nos é dada a oportunidade e a gente faz valer a chance que o destino nos deu! Sendo assim, deixem "o sol entrar" em 2012!

Vem aí Violinista no Telhado, que todos acham incrível. Ainda não vi. Vem aí Tim Maia, com Tiago Abravanel, um MONSTRO no papel! Vê-lo em cena foi uma dessas raras oportunidades que surgem na vida, presenciar a genialidade de um ator em sua totalidade.

Vem aí Pricilla, Rainha do Deserto, que vai ser o musical mais legal de todos porque tem um tal de Saulo Vasconcelos... Sabem quem é? hahahaha. Poxa, deixa eu vender meu peixe também!

Falando sério, que lindo elenco! Uma baita química entre "nossas" três drags: Ruben Gabira, Luciano Andrey e André Torquato. Que acima de tudo são excelentes atores. Que fique claro isso. Três excelentes atores com quem eu tenho o prazer de dividir o palco e esse "sol" gigante que brilha pra todos nós...

Saulo Vasconcelos