sábado, 31 de dezembro de 2011

Jesus Cristo Superstar com Saulo Vasconcelos

E lá vamos nós para a última postagem do ano de 2011. Essa postagem é nova, mas o vídeo vem diretinho do túnel do tempo exatamente de 1997, ou seja,  de 14 anos atrás. Esse vídeo é um "presentinho de grego de ano novo e natal" como disse Saulo Vasconcelos, mas para quem gosta de teatro musical é uma reliquia ver como tudo começou para um dos atores consagrados do teatro musical brasileiro. Então, com vocês direto de Brasília do ginásio Nilson Nelson Jesus Cristo Superstar com Saulo Vasconcelos em 1997.





Feliz 2012 para todos!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Saulo Vasconcelos e Rachel Ripani no Nestlé com Você


  Não percam amanhã, 27.12.11,  a participação de Saulo Vasconcelos e Rachel Ripani das 12h às 12:45h na NET HD Rede TV!  (canal fechado) número 508. Ambos vão participar do programa “Nestlé com Você”. Um programa de variedades que ensina os telespectadores a preparar deliciosas receitas, além de dar excelentes dicas para o dia a dia.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Saulo Vasconcelos deseja Boas Festas

Saulo Vasconcelos deseja Boas Festas para amigos e fãs em vídeo. Confira:

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Saulo Vasconcelos no Videochat da Rede TV

Para você que não pôde acompanhar o videochat de Saulo Vasconcelos na rede TV no dia 25 de novembro, assista agora na integra o bate-papo do ator com os fãs, além de ouvi-lo cantar músicas de "O Fantasma da Ópera" e "Jekyll e Hyde"

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Como foi a última apresentação de Mamma Mia!



E ontem foi o último dia de Mamma Mia! E assim como todo final de espetáculo foi emocionante, vibrante e aconteceram aquelas “coisinhas” inusitadas que ninguém espera, no qual, se a pessoa já assistiu pelo menos uma vez ou/e se entende a piada melhor ainda e ao que se parece todos que estavam presentes no ultimo espetáculo do musical número 1 do mundo entenderam e também mandaram seus recados para o elenco.
Antes do inicio do espetáculo algumas meninas entregaram para o público algumas pulseiras de neon e explicaram para cada pessoa o que fazer e quando fazer com aquilo. Tudo parecia com ar de despedida. Todos estavam em seus lugares. Tudo parecia pronto para começar a ultima sessão de Mamma Mia no Brasil e então, eis, que as luzes vão baixando e a orquestra surge anunciando o inicio do espetáculo.  Nesse momento o público começou a mostrar o que estava ali fazendo e ao levantar a tela apresentado Pati Amoroso em sua primeira cena as pessoas como em um campo de futebol faziam muito barulho e sacudiam aquelas luzinhas de neon das pulseirinhas chegando a quase retardar o inicio de Pati. A partir daí aplausos e assovios para cada primeira entrada dos atores e tudo seguia como uma grande festa.

No decorrer das as cenas coisas novas aparecendo como “...DONNA ESSA É A ULTIMA VEZ  que te digo que você precisa evoluir com o tempo...” (Sky – Thiago Machado) ou “E ESSA É A ULTIMA VEZ QUE TE DIGO arrume uma maquina que possa arrumar as camas para mim...”  (Donna – Kiara Sasso) e posteriormente Saulo Vasconcelos, ops, Sam chama Bill de “Beto Carrero” ao invés de Indiana Jones como nas outras costumeiras 354 apresentações trocas que fizeram o público dar altas gargalhadas por ter saído do convencional, mas um dos melhores trocadilhos foi um feito por Saulo no final da peça, mas, a escrita disso também ficará para o final.
Muita emoção rolou nos momentos em que o público acompanhava o elenco batendo palmas no ritmo das músicas umas delas foi em “Pelo a Melodia eu Agradeço” ficou visível o quanto os três pais ficaram emocionados e principalmente o ator Cleto Baccic, afinal, aquilo era uma grande demonstração de carinho para todos eles.
 A energia de cada música parecia estar elevada para 300% e o pessoal reagia de igual maneira ao final de cada performace era como se cada espaço do teatro estivesse sendo preenchido com ‘urus’, palmas e assovios. Até que chegou a hora da música “Super Trouper” e assim que as Dínamos entraram a platéia se iluminou com as luzes de neon das pulseirinhas. Os rostos de Kiara Sasso, Rachel Ripani e Andrezza Massei se iluminaram de emoção ao verem todas aquelas luzes balançado de um lado para o outro como em um show, contudo, como boas artistas seguraram o choro e foram em frente. Logo em seguida as meninas do elenco começaram a perceber também o que acontecia atrás delas e foram passando uma para outra a informação e olhavam discretamente com um ar de ‘não acredito’ cheio de emoção, contidas claro, pois, tinham também que continuar o espetáculo. A imagem das luzes no decorrer da platéia escura ficou extremamente lindo e colorido digno de Mamma Mia!
E seguindo em frente...
Veio Voulez Vouz a mesma vibração que tinha o elenco e a música tinha as pessoas da platéia que respondia com palmas a toda essa energia e assim que as luzes do primeiro ato se apagaram para o intervalo a 'galera' parecia estar em um estádio de futebol em final de copa do mundo e sinalando com suas luzinhas e detalhe o final era assim: quarenta e nove minutos do segundo tempo e o Brasil faz o gol decisivo para ser campeão mundial. Essa era a energia que explodia das pessoas.


Segundo ato...
O segundo ato começa como terminou o primeiro a todo vapor. SOS emociona  e chega a música “Bom pra mim, bom pra você” com uma pequena surpresa para Saulo Vasconcelos. Mas, para vocês entenderem a surpresa e necessário fazer um rápido feedback.
No teatro tinha a Lia que trabalhava na equipe de som e o Saulo vivia zoando ela para cima e para baixo, até que um dia ela resolveu fazer uma pequena ‘vingança’ subiu até a cabine de luz e junto com o Bruno (operador de mesa de som) e o Marquinhos (operador da mesa de luz) acenderam a luz da cabine bem na hora que o Saulo canta o último “Bom pra mim, bom pra você” que ele esta olhando para frente e então eles começaram a balançar os braços como se estivesse em um show. Obviamente o Saulo naquele dia os viu e se ‘desconcentrou’ e isso virou uma brincadeira entre eles, então ontem na última sessão para findar a temporada formou se um cordão de pessoas entre produção e público no fundo da platéia para fazer a mesma brincadeira com ele e deu muito certo, pois, ele viu e se emocionou terminando a música nitidamente comovido por isso e certamente também pelo contexto.
Passa-se o “Último Verão” e vem as duas cenas mais marcantes do musical quando Kiara e Pati cantam “quem me dera congelar cada segundo” ali elas não passavam somente a verdade de suas personagens, mas também a delas porque dava a sensação de que se pudessem congelariam aquele segundo para elas e eis que vem uma surpresa quando Sophie diz “mãe, PELA ÚLTIMA VEZ, me leva ate ao altar” e as  duas dão um abraço contagiante que fez o público enlouquecer em aplausos.
Kiara fortemente emocionada segue com a música “E Tudo ao Vencedor” e não deu outra pode até parecer redundância escrever novamente que o público aplaudiu e tudo mais, porém, aqui com certeza não escrevo nem um quarto do que foi aquilo ontem e antes mesmo de Kiara terminar a última estrofe da musica ela estava sendo ovacionada e algo de muito raro aconteceu ela foi ovacionada de pé no meio do espetáculo.

Ao terminar o número depois de tanta emoção e choradeira chega a hora de sorrir com Rose (Andrezza Massei) e Bill (Carlos Arruzza) ao se encontrarem no casamento, cena marcante com certeza no musical não só no último dia, mas como em todas as outras apresentações e claro que nessa os ‘fiu, fius’ para eles não faltaram.
Tudo corre normalmente até  a hora do pedido de casamento de Sam para Donna, no qual, elenco emocionado e Saulo com uma voz embargada diz o texto “vamos nessa Donna é só pelo resto da vida” bem seria isso o que ele diria nas outras 300 e todas apresentações, pois, nessa ele disse “vamos nessa Donna PELA QUARTA VEZ é só pelo resto da vida” fazendo uma analogia aos quatro trabalhos que realizaram juntos (A Bela e a Fera, O Fantasma da Ópera, A Noviça Rebelde e enfim Mamma Mia) e saiu de joelhos se arrastando até ela.

No mesmo momento em que Saulo disse isso foi um boom geral e a platéia não deu chance para o elenco continuar e emendou dizendo em coro “diz que Sim” por vários instantes até que se acalmassem e deixassem o elenco continuar cantando e o casamento ser realizado.
Com o musical quase findado na despedida de Sophie com os pais e Donna selava-se o fim da incrível temporada de Mamma Mia no Brasil que durou mais de um ano em cartaz no teatro Abril, foi quando algo mais inusitado aconteceu. Pati Amoroso começou a cantar “Um sonho Meu” e todos ali presentes embalaram com ela e cantaram junto como se estivessem em um "sing-along". Ela por vários momentos emocionada não conseguia prosseguir com a música tamanha foi a surpresa dela ao ver todos cantando em uníssono aquela música que diz “...vou caminhar e vou sonhar...”. Sim um sonho que terminava ali para começar tantos outros mais na caminhada de cada pessoa daquele elenco.
E então tudo acabou e era só festa. Bagunça instalada, todos cantando e dançando. Agradecimentos aos patrocinadores e todos aqueles que fazem o espetáculo acontecer e a galera não vê, inclusive claro, o diretor Floriano que entrou vestido de macacão by Donna Sheridan e que juntos as demais pessoas no palco e elenco fizeram um bis de “Dancing Queen”.

E agora sim foi o fim com as ultimas palavras pronunciadas por Kiara Sasso “OBRIGADA SÃO PAULO”
A tela desceu...
O público contente foi esperar os atores...
Acabou-se Mamma Mia!

E já que acabou que tal ver uma fotinhas do final de ontem? Bem, o Saulo fez o favor de vestir a camisa do Barcelona pela 'imensa dor' da perda do Santos.





Último aquecimwento vocal foi cantando RENT




Ouvindo o elenco e a platéia



Ah!!! tem aqui um video de ontem do final do espetaculo...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mamma Mia se despede

Não tem mais choro, não tem mais volta essa é a última semana de Mamma Mia! no teatro Abril. E ainda para os que gostam da última sessão domingo na sessão das 20h na compra de um ingresso entrada inteira o segundo sai pela metade do valor. Com Kiara Sasso, Pati Amoroso, Saulo Vasconcelos, Cleto Baccic, Carlos Arruza, Rachel Ripani, Andrezza Massei,  Thiago Machado, Bianca Tadini e outros.



Site oficial: www.mammamia.com.br













E ainda Saulo Vasconcelos convida:

"Pessoal... Venho aqui fazer o que faço todo ano ao final da temporada: convocar as pessoas que gostaram do espetáculo Mamma Mia para sua última apresentação da temporada. Domingo próximo, dia 18/12, às 20 horas. Se vc viu, gostou e tem disponibilidade de tempo e financeira, não deixe de ir e viver a emoção indescritível e mágica que representa a despedida de um espetáculo como esse na sua temporada brasileira! A energia que rola é incrível e inesquecível, pra quem esteve presente no público e em cena. Viva essa experiência com a gente! Ótima semana pra todos!"

Local: Teatro Abril – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista.
Estreou dia 11 de novembro de 2010. Temporada até 18 de dezembro de 2011.
Dias e Horários: Quintas e Sextas, às 21h; Sábados às 17h e 21h; Domingos, às 16h e 20h.
Duração do espetáculo: 2h40 (com intervalo de 20 minutos)
Capacidade: 1.530 lugares
Estacionamento: O teatro não possui estacionamento próprio
Assentos: O teatro conta com 16 assentos para deficientes físicos e 11 para pessoas obesas.
Classificação etária indicativa: Livre – Menores de 12 anos acompanhados dos pais/ responsável legal.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

FDP e Preamar, as Novas Séries Brasileiras da HBO


As duas séries fazem parte do pacote de produções originais da HBO América Latina. Independentemente dos produtos que vêm dos EUA, o canal busca estabelecer uma identidade e indústria própria. Tudo começou com a série “Epitáfios”, produzida na Argentina em 2004. Ao longo dos anos, a HBO América Latina já produziu “Mandrake”, “Alice”, “Filhos do Carnaval” e “Mulher de Fases”, todas brasileiras, “Capadócia”, do México, e “Prófugos”, do Chile.

Com a nova lei que obriga os canais da TV a cabo a oferecer uma cota de produtos nacionais, novas séries brasileiras serão produzidas por diversos canais, incluindo a HBO, que já desenvolve o projeto de “Destino SP”, sobre a vida de imigrantes na cidade de São Paulo. Apesar de trazer o nome da HBO, todas estas séries são produzidas por empresas independentes, em parceria com o canal. “Mandrake” é da Conspiração Filmes, “Alice” foi oferecida pela Gullane Filmes, “Filhos do Carnaval” e “Destino SP” são da O2, e “Mulher de Fases” é produzida pela Casa de Cinema de Porto Alegre. As demais séries latinas são da Pol-Ka Producciones (Epitáfios), Argos (Capadocia), Eferes e Fabula (Prófugos). A série “FDP” ou “(fdp)“, forma como o título será visto na tela, é uma produção da Pródigo Filmes com previsão de estreia para o mês de março. Foram encomendados 13 episódios para a primeira temporada. A série acompanha a vida de um árbitro que apita os jogos da taça Libertadores da América. O título é a abreviação do nome ‘pouco singelo’ pelo qual o juiz é chamado quando o torcedor mais nervoso e frustrado reclama da forma como ele atua em campo. A paixão pelo futebol será o ponto central da trama, que tentará nos mostrar o ponto de vista do árbitro e, quem sabe, redimir esta espécie (quase) sempre condenada.

Criada por José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, com base em argumento de Adriano Civita e Giuliano Cedroni, a série é estrelada por Eucir de Souza, ator de teatro, TV e cinema, que interpretará o juiz Juarez. No elenco também estão Cynthia Falabella (Manuela), Maria Cecília Audi (Rosali), Vitor Moretti (Vini), Paulo Tiefenthaler (Carvalhosa, o bandeirinha), o ator e cantor Saulo Vasconcelos (Serjão), Fernanda Franceschetto (Vitória, a bandeirinha), Adrian Verdaguer (Guzmán), Domingas Person (Paloma) e Chris Couto (Gilda Marques, a comentarista).

Já “Preamar” recém finalizou as filmagens do primeiro episódio. Produzida pela Pindorama Filmes, a comédia também tem 13 episódios encomendados para sua primeira temporada. A previsão de estreia é para o segundo semestre de 2012. A história narra a vida de João Ricardo Velasco (Leonardo Franco), um executivo que, após perder o emprego em um banco, inicia um negócio informal nas praias do Rio de Janeiro, sem revelar para a família sua real situação. Vivendo na praia, João passa a testemunhar a rotina de seus frequentadores e as situações que eles protagonizam. Entre elas, a perseguição aos gays, o tráfico e a prostituição. Criada por Estevão Ciavatta, Patricia Andrade e William Vorhees, a série também traz no elenco os atores Roberto Bonfim, Paloma Riani, Eliana Pittman, Jessika Alves, Hugo Bonemer, Thiago Amaral, Karen Junqueira, Sóstenes Vidal e Mumuzinho.

No elenco de apoio estão Oswaldo Mil, Paulo Reis, Allan Souza, Thaissa Carvalho e Rui Rezende.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

MAMMA MIA! encerra temporada dia 18 de dezembro

Depois de 13 meses em cartaz, com 6 a 7 sessões semanais, um dos musicais mais famosos do mundo despede-se dos palcos brasileiros. Desta vez, não haverá prorrogação, é a última chance para conferir MAMMA MIA! no Brasil. A temporada  -  com sessões de quinta a domingo – termina dia 18 de dezembro, às 20h, no Teatro Abril.
 
A oportunidade é agora para quem não viu ou quer rever a montagem com 23 músicas do quarteto sueco ABBA. O elenco reúne os protagonistas Kiara Sasso (Donna, a mãe), Pati Amoroso (a filha Sophie), Saulo Vasconcelos (Sam), Cleto Baccic (Harry) e Carlos Arruza (Bill), os três possíveis pais. A atriz Rachel Ripani interpreta Tanya, a melhor amiga de Donna, enquanto Andrezza Massei é Rosie e Thiago Machado é Sky, o noivo.
 

O musical foi originalmente escrito por Catherine Johnson, dirigido por Phyllida Lloyd, com coreografias de Anthony Van Laast, direção de arte de Mark Thompson, desenho de luz de Howard Harrison, sonoplastia de Andrew Bruce e Bobby Aitken, e supervisão musical, materiais adicionais e arranjos de Martin Koch. Aqui, MAMMA MIA! é apresentado pelo Bradesco Seguros e Previdência com co-patrocínio da Cielo e Telefônica e realizado pela TIME FOR FUN

 

Informações:

 
SERVIÇO – MAMMA MIA!
REALIZAÇÃO: TIME FOR FUN
 
APRESENTAÇÃO: BRADESCO SEGUROS E PREVIDÊNCIA
CO-PATROCÍNIO: CIELO E TELEFONICA
 

Site oficial: www.mammamia.com.br

 
Local: Teatro Abril – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista.

Estreou dia 11 de novembro de 2010. Temporada até 18 de dezembro de 2011.

Dias e Horários: Quintas e Sextas, às 21h; Sábados às 17h e 21h; Domingos, às 16h e 20h.

Duração do espetáculo: 2h40 (com intervalo de 20 minutos)

Capacidade: 1.530 lugares

Estacionamento: O teatro não possui estacionamento próprio

Assentos: O teatro conta com 16 assentos para deficientes físicos e 11 para pessoas obesas.

Classificação etária indicativa: Livre – Menores de 12 anos acompanhados dos pais/ responsável legal.

 
Jornal Hora Truques

 

domingo, 4 de dezembro de 2011

O Fantasma da Ópera Brasil - Trailler

Um achado na internet!!! Uma especie de trailler da produção de "O Fantasma da Ópera" no Brasil.

Com Saulo Vasconcelos, Sara Sarres,Kiara Sasso, Nando Prado, Edna de Oliveira, Marcos Tumura e um elenco maravilhoso que participou dessa produção em 2005.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Aniversário de Saulo Vasconcelos

Mais um ano se completa hoje para o ator Saulo Vasconcelos, atualmente em Mamma Mia e em breve no musical Priscilla, A Rainha do Deserto. O ator completa hoje mais um ano de vida e de muito sucesso. E para demonstrar o carinho que todos tem por Saulo, mais uma vez, seus genenosos admiradores se protificaram a colaborar para que fosse preparado um pequeno vídeo para celebrar mais um ano. Veja:

Natal Mamma Mia

O elenco Mamma Mia Brasil deseja um feliz natal ao seus fãs no Brasil e a equipe do Mamma Mia Broadway.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Saulo Vasconcelos canta em videochat

Saulo Vasconcelos canta "A Música da Escuridão" de O Fantasma da Ópera e "This is the Moment" de Jekyll e Hyde no videochat realizado pela Rede Tv na última sexta-feira. Acompanhe!


sábado, 26 de novembro de 2011

Vídeo de Saulo Vasconcelos no programa Manhã Maior


Perdeu Saulo Vasconcelos no programa Manhã Maior? Então, assista agora ao programa e saiba curiosidades de Saulo, além de relembrar momentos marcantes de sua carreira e dos mais famosos musicais que passaram pela vida de Saulo.

Parte 1









Parte 2







quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Saulo Vasconcelos em dose dupla na Rede TV

Não percam amanhã a partir das 09h Saulo Vasconcelos no programa Manhã Maior com as apresentadoras Daniela Albuquerque e Regina Volpato na Rede TV e logo após às 11h15 converse com Saulo no videochat da Rede TV atraves do link clique aqui. Não percam!!!


Promoção Mamma Mia em dobro – A última chance



Não perca essa ultima oportunidade de ir com uma mega promoção assistir Mamma Mia.  A peça que completou recentemente 10 anos na Broadway e é sucesso de publico chama você para 'dançar pra valer' ao som de ABBA em uma grande aventura de Sophie a procura de seus pais. Com um excelente elenco entre eles Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso com certeza dá para levantar qualquer astral e ainda mais quando você compra um ingresso e ganha 50% de desconto no segundo*.

Não percam ultimas semanas, pois é somente até 18/12

TEATRO ABRIL

Avenida Brigadeiro Luis Antonio, 411
Bela Vista - São Paulo - Cep 01310-000


Apresentações de Quinta a Domingo

**50% de desconto no valor do segundo ingresso válido somente na compra de
ingresso inteiro para as sessões de Quinta as 21h e Domingo as 20h

Os críticos dizem:
"Um sucesso esmagador em todo o mundo - A WORLDWIDE SMASH HIT!" DAILY TELEGRAPH, Inglaterra

"Uma SENSAÇÃO. Apenas sente no teatro e deixe a alegria chegar" NEW YORK POST, EUA

'UMA NOITE MÁGICA! Muito do sucesso tem que ser atribuído à autora Catherine Johnson, que cuidadosamente inseriu as obras primas na história.' THE KOREA TIMES, Coréia do Sul

"O mais divertido musical no teatro dos últimos anos" TORONTO STAR, CANADÁ

"Um irresistível hit. O roteiro espirituoso e ingênuo de Catherine Johnson tece as famosas músicas do ABBA com as personagens da trama. No final, todo o público fica em pé dançando os sucessos." DAILY TELEGRAPH, ENGLAND

Promoção Mamma Mia em Dobro:
Compre um ingresso e ganhe 50% no segundo*

sábado, 19 de novembro de 2011

Priscilla, Rainha do Deserto - Video do Coquetel

Confira cobertura especial do lançamento da superprodução "Priscilla, A Rainha do Deserto" que chega ao Brasil em 2012. Na entrevista da TV Guia da Semana estão Saulo Vasconcelos, Ruben Gabira, Luciano Andrey, Simone Guitierres e André Torquato.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Muitos Musicais

Para os fãs de musicais como eu, o futuro não podia ser melhor: até o meio do ano que vem, São Paulo receberá um punhado de estreias além de produções de ótimo nível que já passaram pelo Rio de Janeiro. Isso em um momento em que temos 'Cabaret', 'As Bruxas de Eastwick', 'Mamma Mia!', Florilégio Musical' e 'Emoções que o Tempo Não Apaga' em cartaz.

 

Logo em janeiro, finalmente chega 'Hair', no Teatro do Shopping Frei Caneca. Trata-se da versão exuberante, entusiasmada e muito bem interpretada de Claudio Botelho e Charles Möeller, que causou sensação no Rio. E a montagem paulista terá uma novidade: a presença de Kiara Sasso.

 

Agora, março é que será o mês musical por excelência: devem estrear 'Familia Adams', no Teatro Abril e estrelado por Marisa Orth e Daniel Boaventura; 'Um Violinista no Telhado', maravilhosa montagem de Botelho e Möeller com bela e segura interpretação de José Mayer; e 'Priscilla – A Rainha do Deserto', com Saulo Vasconcelos ponteando o elenco.

 

O ano será marcado ainda por uma versão de 'Fama', inspirado no famoso filme de Alan Parker, que deve estrear em São Paulo; e 'O Mágico de Oz', versão da incansável dupla Botelho e Möeller, com estreia no Rio de Janeiro.

 

A capital carioca, aliás, tem o prazer de acompanhar o trabalho já clássico de Claudia Netto em 'Judy Garland – O Fim do Arco-Íris', em cartaz no Teatro Fashion Mall. Conversei com o autor do texto, o britânico Peter Quilter, que veio ao Rio especialmente para a estreia, no fim de semana passado. Ele ficou deslumbrado com a montagem e principalmente com o desempenho de Claudia. "Ela personifica todas as qualidades e defeitos de Judy com incrível perfeição", disse Quilter. Para ele, a versão brasileira é a melhor entre todas as estrangeiras e comparável apenas à que está em cartaz em Londres.

 

De fato, vale a pena pegar a ponte aérea ou mesmo um ônibus para acompanhar o desempenho de Claudia Netto. Seu desempenho é carregado de detalhes preciosos capazes de perfilar com exatidão a alma desencontrada de Judy Garland no final da vida. Uma atuação inesquecível e, desde já, clássica

 

Ubiratan Brasil

 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Brasil vai montar musical do filme Priscilla, A Rainha do Deserto, com estreia prevista para 2012

 

Por Andréia Silva

 

Perto de completar duas décadas desde sua estreia no cinema, Priscilla, A Rainha do Deserto agora começa a sua estrada nos palcos. O musical, que está em cartaz na Broadway (em Nova York) e na Austrália, chega em 2012 aos palcos brasileiros.

 

Foram cinco meses de seleção com os mais de dois mil atores inscritos para a versão nacional do musical. O elenco traz nomes de peso quando o assunto é musical, como Saulo Vasconcelos, já velho conhecido do público de musicais como Fantasma da Ópera, Lês Misérables, A Bela e a Fera Ainda, A Noviça Rebelde, Cats e Mama Mia, com o qual está em cartaz.

 

Para viver o trio de protagonistas, foram escalados o veterano Ruben Gabira, que viverá Bernardette, Luciano Andrey, no papel de Mitzi (Tick), e o brasiliense André Torquato, que vai dar vida a Felicia (Adam). Saulo fará o papel do mecânico Bob.

 

"A peça traz um clima leve, mas as personagens não deixam de ter seus dramas, como o meu personagem", conta Saulo. Segundo o ator, sua intenção inicial era fazer uma das protagonistas, mas, ao verem sua foto e experiência, os responsáveis pela produção americana do musical acharam que ele seria ideal para interpretar Bob.

 

"Quando assisti ao filme pela primeira vez, eu disse a mim mesmo: um dia eu vou viver esse personagem no teatro. O filme me impactou, assim como a personagem. Agora, estou aqui", conta Gabira. "O que mais me chama atenção na história é o modo como ela acontece, a tolerância entre os três e a amizade que nasce daquela aventura, uma coisa meio mambembe", diz o ator.

 

Veterano em musicais, já tendo participado das montagens de A Chorus Line, Miss Banana, A Estrela Dalva, Dzi Croquettes, Não Fuja da Raia, Brasil 70 Musical, entre outros, Gabira está de volta ao Brasil depois de 12 anos fora. Para ele, a maior surpresa é ver como a cena dos musicais mudou no Brasil. "Sou da geração de Claudia Raia, Raul Gazola, Thales Pan Chacon, e na nossa época era difícil fazer uma montagem dessas, até o público não era assim tão fã do formato. Hoje, a gente tem esse boom de musicais; antigamente, era um musical por ano e centenas de atores disputando, e hoje o público se rendeu", diz ele.

 

O caçula do trio é André Torquato, que, na quarta peça de sua carreira, se prepara para viver seu primeiro protagonista. O ator conta que a maratona de testes foi das mais pesadas – ele diz que ainda está ensaiando para subir ao palco de salto alto – e que está ansioso com o papel, por ser diferente dos outros, já que ele costuma fazer papeis de mocinho.

 

"Esse personagem tem momentos mais densos, o que vai ser bom para mim. Tenho uma amiga que diz que fazer o primeiro protagonista é como o primeiro sutiã. Nesse caso, eu estou fazendo o meu primeiro protagonista e usando meu primeiro sutiã", brinca Torquato.

 

A direção geral do espetáculo é de Simon Philips, que também dirigiu o musical na Austrália. O projeto ainda conta com Almali Zraik na produção-geral, a coreógrafa Tania Nardini e Miguel Briamonte na direção musical.

 

Agora, enquanto espera o mês de janeiro para iniciar os ensaios, parte da trupe embarca para Nova York para experimentar os figurinos luxuosos de Bernardette e companhia. Ao todo, o elenco traz 27 atores. A estreia está marcada para março de 2012, no Teatro Bradesco, em São Paulo.

 

Saraiva Conteúdo

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Hora e a vez dos musicais


Por Edgar Olimpio de Souza,

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Publicado em : Teatro, Reportagem

 

A Broadway nova-iorquina e o West End londrino são o epicentro do teatro musical, mas as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro também estão se tornando parte do circuito. O mercado musical brasileiro já é o terceiro maior do mundo. Nas duas capitais é possível assistir algumas das mais famosas produções musicais, na forma de franquia ou adaptadas ao jeito brasileiro, sem precisar viajar para os Estados Unidos ou a Inglaterra.

 

O fenômeno, que já dura uma década e está longe de saturar, gerou efeitos colaterais positivos, como a profissionalização do setor. A repetição não só permitiu o apuro técnico de figurinistas, cenógrafos, músicos, produtores e outros profissionais do ramo, como revelou ao grande público a existência no país de uma porção de atores capazes de interpretar, cantar e dançar. Ou seja, transitar do texto falado para o cantado sem maiores traumas e ainda arriscar passos de coreografia.

 

Em que pese o valor salgado dos ingressos – Mamma Mia!, por exemplo, custa até 250 reais o tíquete, os musicais arrastam multidões aos teatros. O Fantasma da Ópera (2005, SP) foi o mais visto até hoje no País, somando quase 900 mil espectadores, muitos deles desembarcando de caravanas organizadas em outras cidades, algo habitual durante as temporadas dessas superproduções. O negócio, inclusive, atiçou o carnaval. No desfile de 2012, a São Clemente vai levar para o sambódromo o tema Uma Aventura na Sapucaí, que pretende narrar a história dos musicais brasileiros ao longo das décadas.

 

Freqüentador da ponte aérea São Paulo-Broadway, o crítico de teatro Vinício Angelici, 64 anos, avalia que pontualmente a filial supera a matriz. "O Rei e Eu era tão sofisticada que botava a montagem que vi em Nova York em 1996 no chinelo", compara, referindo-se à luxuosa produção dirigida por Jorge Takla no ano passado em São Paulo.

 

Nesse momento, estão em cartaz nos palcos cariocas Beatles num Céu de Diamantes (2008), que chegou a se apresentar na francesa Lyon e é um dos raros sucessos sem vínculo com a Broadway, Emilinha e Marlene – As Rainhas do Rádio (foto ao lado), de Julio Fischer e Thereza Falcão, e Tim Maia – Vale Tudo, o Musical, de Nelson Motta. Os dois últimos, aliás, seguem uma vertente comum no Brasil, o de encenar grandes nomes da música popular brasileira. Em novembro subirá ao palco Judy Garland – O Fim do Arco Íris.

 

Na cena paulistana destacam-se As Bruxas de Eastwick, adaptação cheia de efeitos especiais a partir do romance de John Updike, Mamma Mia!, de Catherine Johnson, e a ousada versão de Cabaret, estrelada por Cláudia Raia. Em janeiro próximo aterrissará o libelo pacifista Hair e em março Um Violinista no Telhado, baseado em contos judaicos de Sholom Aleichem, ambos escorados em boas carreiras no Rio de Janeiro. Ao longo do ano ganharão vida ainda as superproduções O Mágico de Oz, A Família Addams e Priscila, a Rainha do Deserto.     

 

As estrelas sobem. "Hoje temos condições de montar grandes musicais com a mesma qualidade da Broadway", atesta o ator José Mayer, 61 anos, que interpretou o rústico e histriônico leiteiro judeu Tevye em Um Violinista no Telhado. Quem faz coro é Saulo Vasconcelos, 37, figura onipresente no gênero (Cats, em 2010, e A Bela e a Fera, em 2002, entre outros) e atualmente no papel de Sam em Mamma Mia!. "Já não é mais boom, mas uma realidade", comemora.

 

Ele contracena com a protagonista Kiara Sasso que, apesar de seus 32 anos, pode ser considerada uma veterana no meio, enfileirando um trabalho atrás do outro, como Miss Saigon (2007), A Noviça Rebelde (2008) e Jekyll & Hide – O Médico e o Monstro (2010).  "O musical comove e emociona, por isso agrada tanto ao público", acredita ela. Da mesma geração e, como a colega, com sólida formação no Exterior, Bianca Tadini (West Side Story e Evita), 31, ensina que o segredo em uma atividade cada vez mais rigorosa é estudar sempre "e cuidar da voz, não expondo-se ao frio, ao cigarro e à bebida."

 

A nova geração, simbolizada por nomes como Kiara, Bianca, Alessandra Maestrini, Fred Silveira e Patti Amoroso, de carreiras consistentes, é reverenciada pelo ator Eduardo Galvão, 49, que vive o misterioso personagem que seduz três mulheres solitárias em As Bruxas de Eastwick.  "Esta galera é preparadíssima, bem diferente de outros tempos", coteja ele, que atuou em Gloriosa (2008) e Gypsy (2010).

 

Quem sentiu na pele este upgrade técnico foi Aniela Jordan, 48, uma das sócias da Aventura Entretenimento, ao lado de Luiz Calainho, Charles Moeller e Cláudio Botelho – a dupla Moeller e Botelho, por sinal, contribuiu decisivamente para a consolidação do teatro musical no País, com mais de quarenta espetáculos na bagagem. Em apenas dois anos de existência, a produtora conduziu mais de dois milhões de pessoas ao teatro para ver superproduções como A Noviça Rebelde, O Despertar da Primavera, Hair e Um Violinista no Telhado.

 

"Foi um sufoco compor o elenco de A Ópera do Malandro" (2003, de Chico Buarque), recorda Aniela. Dos 500 atores que enfrentaram as audições, sobreviveram apenas 40%. "Não tínhamos gente que cantasse, interpretasse e dançasse a altura do exigido. Mesmo assim, ficamos onze meses em cartaz, com ingressos esgotados", conta. "Hoje, daria para montar até dois grupos de primeiríssima qualidade", garante. O divisor de águas, em sua avaliação, se deu a partir de A Noviça Rebelde, encenado no Rio de Janeiro e São Paulo com enorme sucesso de público e crítica. 

 

Perseverança. Atualmente, um anúncio para testes para um musical pode registrar até cinco mil inscrições, caso de Hair. Em O Despertar da Primavera (2010), por exemplo, dezenove atores têm entre 16 e 25 anos foram pinçados entre mais de três mil candidatos.  Os selecionados têm de exibir não só habilidade para interpretar, cantar e dançar como demonstrar fôlego de maratonista para encarar até sete sessões por semana de um espetáculo em cartaz.   

 

"Nosso material humano atual é tão bom que nos igualamos à Broadway", afirma a produtora de elenco Marcela Altberg, 38, pioneira nessa função. "Um crítico escreveu que a cena do sonho em Um Violinista no Telhado é a mais bonita de todas as montagens desse texto que ele viu pelo mundo", orgulha-se ela, que costuma receber emails diários de interessados em enviar currículos e saber de audições. 

 

Um dos militantes pela causa musical no Brasil, o diretor Jorge Takla, 60, do recente Evita, penou para fechar o time de Cabaret (1989), protagonizado por Beth Goulart e Diogo Vilela. A missão, hoje, ficou mais fácil. "Agora já sabemos levantar um musical sozinhos, sem a ajuda de profissionais da Broadway", celebra.

 

Outro diretor conectado ao gênero, José Possi Neto (New York, New York e Emoções Baratas), 64, garimpou 38 atores e músicos para a sua versão de Cabaret, assinado pela Chaim Produções (Tim Maia – Vale Tudo, o Musical e Os Produtores), forte produtora no meio. "Parte do sucesso desse movimento deve-se à perseverança das atrizes Bibi Ferreira, Marília Pêra e Cláudia Raia", elege ele, acrescentando que o teatro musical hoje tomou o lugar das grandes produções teatrais, cada vez mais escassas.

 

A gênese do gênero. Antes do chamado boom, a tradição musical brasileira estava restrita ao teatro de revista na década de 1920, ao primeiro espetáculo importado da Broadway, Minha Querida Lady (1963, com Paulo Autran e Bibi Ferreira), às montagens engajadas dos anos 1960 e 1970, exemplos de Roda Viva (1968) e Ópera do Malandro (1978), e musicais esforçados como A Chorus Line (1983), com uma então adolescente Cláudia Raia. Foi a encenação de Rent (1999) que detonou a primeira onda. O tsunami irrompeu de vez com Les Miserables (2001), inspirado no épico de Victor Hugo, que atraiu 350 mil espectadores em quase um ano em cartaz.

 

O êxito auferido por essa franquia da multinacional Time 4 Fun (ex-CIE), especializada em importar musicais enlatados, estabeleceu uma norma, o das superproduções que empregam mais de uma centena de profissionais, entre atores, bailarinos, músicos e equipe técnica, e chegam a custar até 12 milhões de reais, como Miss Saigon (2007), que abrigava um helicóptero em tamanho real no palco. O musical mais caro de todos os tempos da Broadway, o atual O Homem Aranha, teve um orçamento equivalente a 110 milhões de reais.

 

Como a demanda por musicais se anabolizou, com cachês que variam de 10 mil a 40 mil reais mensais ao longo da temporada ou por prazo de trabalho, brotaram cursos específicos de olho nesse mercado promissor, como a paulistana Casa de Artes OperÁria, que prepara atores nas três especialidades exigidas pelos musicais - canto, dança e interpretação.

 

Aulas particulares também são procuradas. "Os atores estão se especializando e quem chega entoando qualquer coisa não passa nos testes", explica a preparadora vocal Amélia Gumes, 34. Uma das responsáveis por levar aos musicais a técnica de canto belting, ela educou as vozes de Arlete Salles e Danielle Winits para Hairsrpay (2010).

 

Nem só de superproduções musicais, no entanto, vive a temporada. Espetáculos de orçamento modesto, sem cenários e figurinos suntuosos, mas enaltecidos pela crítica especializada, também têm público cativo. Nara, sobre a musa da Bossa Nova Nara Leão, excursiona com sucesso pelo País. "Como não encontrava atores que tocassem bem instrumentos (percussão, piano e violão), tive que optar por músicos que soubessem atuar", revela o autor (em parceria com Fernanda Couto, a protagonista) e diretor Márcio Araújo, 40.

 

Na mesma linha de encenar um musical com sotaque brasileiro, avesso às fórmulas da Broadway, a atriz Rachel Ripani, 34, em cartaz em Mamma Mia!, escreveu e atuou no sensual Cabaret Luxúria, que deve retornar repaginado nos próximos meses. "Eu acho que a música aproxima muito o público da história", resume. A explosão do gênero, ao que parece, parece cobri-la de razão. 

 

 O QUE ELES DISSERAM

"O som é uma função complexa. Eu cuido das caixas acústicas, dos modelos, onde estarão posicionadas, os microfones, como serão usados. Não dou conta de tanto trabalho. Sou autodidata, tive que inventar a minha formação, até estudei na Alemanha." 

(Marcelo Claret, 43, sound designer de Um Violinista no Telhado, Hair e Beatles num Céu de Diamantes)  

 

"Eu preciso estar atento ao equilíbrio da orquestra. Hoje o músico está mais preparado, antigamente muitos não sabiam o que era uma partitura. Não adianta o ator cantar bem e perder a voz durante a temporada. Eu o ensino a poupar o seu instrumento vocal."

(Marcelo Castro, 35, diretor musical de As Bruxas de Eastwick e regente da orquestra em Um Violinista no Telhado)

 

"As atrizes voam por cima da platéia e é a primeira vez que essa técnica é desenvolvida na América Latina. Os cabos e cadeirinhas eu trouxe dos Estados Unidos. Eu posso fazer um personagem ficar gordo ou um carro explodir. Todo efeito envolve um risco."

(Heitor Cavalheiro, 23, responsável pelos efeitos especiais de As Bruxas de Eastwick)

 

"No Brasil ainda não há uma indústria de cenografia. No musical, a cenografia precisa dialogar com a música, a coreografia e a intenção do diretor. Nesta montagem, disponho de quinze maquinistas para mudar os diversos ambientes da trama."

(Rogério Falcão, 50, cenógrafo de As Bruxas de Eastwick)

 

"Como as temporadas são longas, os figurinos precisam ter durabilidade e resistência e isso envolve uma tecnologia específica. Sapatos acabam em um mês. Em O Rei e Eu importamos tecidos da Tailândia, China e Índia. Foi uma experiência de delírio."

(Fábio Namatame, 52, figurinista de Cabaret) (foto ao lado)

 

"Eu monto toda a estratégia de produção. Nos ensaios, usamos três salas simultâneas e preciso maximizar o tempo para não deixar o pessoal esperando, se não viramos a madrugada. Quero que eles se sintam acolhidos e respeitados. É um quebra-cabeça."

(Tina Salles, 40, coordenadora artística, que criou essa função ao lado de Charles Moeller e Cláudio Botelho)

 

"Como transitei por dramas, comédias e shows, acabei adquirindo cancha para musicais. No musical, a iluminação pode se permitir um nível de abstração grande porque as pessoas conversam cantando. Neste espetáculo, a luz virou um personagem."

(Paulo César Medeiros, 45, iluminador de As Bruxas de Eastwick)

 

"Meu desafio é fazer o elenco dançar bem. A coreografia num musical ajuda a contar a história, por isso tenho de estudar muito o texto, entender a linguagem do diretor para casar com o tipo de movimentação. O segredo para o ator é ter inteligência corporal."

(Tânia Nardini, 49, coreógrafa de May Fair Lady e Evita, entre outros)

 

Anote aí:

 

SÃO PAULO

As Bruxas de Eastwick. De John Updike. Adaptação e Direção cênica de Cláudio Botelho e Charles Moeller. Direção musical de Marcelo Castro. Com Eduardo Galvão, Maria Clara Gueiros, Sabrina Korgut, Renata Ricci e outros. Teatro Bradesco (Shopping Bourbon. Rua Turiaçu, 2.100, Perdizes. Fone: 11. 4003-1212). Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 16h e 20h. Ingresso: R$ 10 a R$ 190. Até 11 de dezembro.

 

Cabaret. De Joe Masteroff (texto), John Kander (música) e Fred Ebb (letras). Adaptação de Miguel Falabella. Direção cênica de José Possi Neto e Direção musical de Marconi Araújo. Com Cláudia Raia, Jarbas Homem de Mello, Marcos Tumura e outros. Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823, Cerqueira César. Fone: 11. 3083-4475). Quinta, 21h; sexta, 21h30; sábado, 18h e 21h30; domingo, 18h. Ingressos: R$ 40 a R$ 200. Em cartaz por tempo indeterminado.

 

Mamma Mia! De Benny Andersson, Björn Ulvaeus e Catherine Johnson. Adaptação de Cláudio Botelho. Direção geral de Robert McQueen e Direção local de Floriano Nogueira. Com Saulo Vasconcelos, Kiara Sasso, Patti Amoroso, Rachel Ripani  e outros. Teatro Abril (Avenida Brig. Luis Antônio, 411, Bela Vista. Fone: 11. 4003-5588). Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 16h e 20h. Ingresso: R$ 80 a R$ 250. Até 18 de dezembro.

 

RIO DE JANEIRO

 

Beatles num Céu de Diamantes. Direção e Criação de Charles Moeller e Cláudio Botelho. Com Sabrina Korgut, Alessandra Verney, Ivana Domenico e outros. Teatro Clara Nunes (Rua Marquês de São Vicente, 52, Shopping da Gávea. Fone: 21. 2274-9696). Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. Ingresso: R$ 60 e R$ 70. Até 11 de dezembro.

 

Emilinha e Marlene – As Rainhas do Rádio. De Júlio Fischer e Thereza Falcão. Direção cênica de Antonio de Bonis e Direção musical de Marcelo Alonso Neves. Com Vanessa Gerbelli, Solange Badin, Stella Maria Rodrigues e outros. Teatro Maison de France (Avenida Presidente Antônio Carlos, 58, Centro. Fone: 21. 2544-2533). Quinta e sexta, 19h30; sábado, 20h30; domingo, 18h30. Ingresso: R$ 60 e R$ 70. Até 11 de dezembro.

 

Tim Maia – Vale Tudo, o Musical. De Nelson Motta. Direção de João Fonseca. Direção musical de Alexandre Elias. Com Tiago Abravanel, Isabella Bicalho, Lilian Valeska e outros. Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes, 19, Centro. Fone: 21. 2232-8701). Quinta a sábado, 20h; domingo, 18h. Ingresso: R$ 40.  Até 13 de novembro.

 

Revista Stravaganza

 

 

 

 

 




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Carla Mariza
Blog e Site Oficial Saulo Vasconcelos