terça-feira, 30 de novembro de 2010

Festa de Saulo Vasconcelos no Low Beat

Venha comemorar você também e entre para essa grande festa. Estão todos convidados.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Especial CATS – Saulo Vasconcelos!

No Fã-Blog Oficial do ator Cleto Baccic havia um especial 'CATS' e para encerrar esse especial entrevistaram Saulo Vasconcelos. Confiram:

Saulo contou um pouquinho pra gente da sua experiência no “CATS”, e dessa nova fase com o “MAMMA MIA!” que acaba de se iniciar, confira:

Saulo Vasconcelos, é aclamado pela crítica como a maior referência do teatro musical brasileiro, comemora 10 anos de carreira com o lançamento do CD Single intitulado “Pretty Words”. Em 1999, fez sua primeira incursão pelo teatro musical após ter sido escolhido entre centenas de candidatos de toda a América Latina, Estados Unidos e Europa como protagonista do mais famoso espetáculo de Andrew Lloyd Webber, “O Fantasma da Ópera”. O musical ficou em cartaz na Cidade do México, onde foi visto por mais de 880 mil pessoas em 400 apresentações. Em 2005, de volta ao Brasil, interpretou novamente o personagem titulo do musical, com o qual obteve grande reconhecimento da critica especializada. Também foi destaque em “Les Misérables”, “A Bela e a Fera”, “Aida”, “As Travessuras do Barbeiro” e “A Noviça Rebelde”. No início de 2009, participou como convidado especial do seriado “A Lei e o Crime” da TV Record. Seu último trabalho em teatro foi no musical “Cats”, onde viveu o Old Deuteronomy.




M. Felipe – Qual era o seu papel no musical CATS, explica um pouco do seu gatinho pra gente!

Saulo Vasconcelos – Eu interpretava o gato Old Deuteronomy, uma espécie de líder espiritual da tribo de gatos chamada Jellicle. É como se ele fosse o patriarca da família. Sempre observando e se divertindo com seus filhhotes e netinhos. No final da história, ele escolhia um dos gatos para reencarnar e ir para o paraíso dos gatos.

M. Felipe – O que o “Bom Deuteronomy” trouxe de positivo pra sua carreira?

Saulo V. – Me trouxe uma alegria imensa de estar num espetáculo onde o elenco era muito unido e experiente. Se outros papéis me trouxeram projeção, outros foram um desafio, o Bom Deuteronomy simplesmente me ensinou a ser uma pessoa mais leve e generosa, como artista e pessoalmente. Era um espetáculo onde todos tinham a oportunidade de mostrar um pouco do que são capaz. E isso uniu muito o elenco em torno de si mesmo. Numa hora tínhamos que fazer o número e logo depois tínhamos que apoiar o colega no número. E isso gerou uma sensação de união e respeito entre os colegas, que, aliás, eram todos muito talentosos!

M. Felipe – Fato, foi que CATS fez um sucesso enorme em SP, mas infelizmente você não pode seguir com a turnê pro RJ por conta do Mamma Mia, foi difícil ter de deixar o “Bom Deuteronomy”?

Saulo V. – Muito! Eu chorei pra caramba no meu último dia! Ver pessoas do elenco aos prantos dali de cima do pneu (que é de onde eu cantava meu último número), me rasgou o coração. Até hoje sinto muita falta deles. Do clima no backstage. Sei que seria muito feliz se tivesse ido ao Rio. Mas Mamma Mia também está me proporcionando coisas muito gostosas, e isso facilita um pouco a saudade. Mas não a anula.

• M. Felipe – O que você mais sente falta, de quando estava no “CATS”?

Saulo V. – Sinto falta do ambiente gostoso e leve. Sinto falta de sair com os amigos pra jantar depois. Sinto falta do “Jelicle Ball” (um número de dança de oito minutos, extremamente desgastante). Sinto falta do período de ensaios, onde comecei a sentir que seria um projeto especial. Sinto falta das piadas e risadas. Sinto falta de muita coisa!

M. Felipe – Mesmo com Mamma Mia! em cartaz e por bastante tempo, você já pensa em futuros planos?

Saulo V. – Sempre! Isso não dá pra parar. Principalmente quando é um espetáculo que você sabe que vai durar um bom tempo. Senão você se acomoda. E quando acaba tudo, você não sabe nem por onde começar. De tanto tempo que passou se dedicando única e exclusivamente àquilo. Há de se pensar sempre pra frente. Mas sem ansiedades. Porque só estressa e não ajuda em nada a resolver os problemas.


Cleto Baccic - Fã Blog Oficial



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Destaques da Semana (de 22/11/2010 a 28/11/2010)



"MAMMA MIA!" (São Paulo): Baseado em composições do quarteto sueco Abba, o famoso musical traz movimentos da dança dos anos 70, 80 e 90 --incluindo disco music e hip hop. No elenco, destaque para Rachel Ripani, Pati Amoroso, Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso; estes dois últimos apontados como os principais nomes da atualidade do teatro musical brasileiro. Onde: Teatro Abril (av. Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista, São Paulo-SP). Qua., qui. e sex., às 21h; sáb., às 17h e 21h; e dom., às 16h e 20h. Ingresso: de R$ 80 a R$ 250. Inf.: 0/xx/11/4003-5588

Uol

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Por Ubiratan Brasil: Mamma Mia!, enfim.

A estreia do Mamma Mia! brasileiro aconteceu e acho que merece um registro aqui, pois muito falei da montagem americana. Como previ, a brasileira não fica nada a dever. Muito pelo contrario, ganha em muitos aspectos da original. A começar pela nossa Donna – Kiara Sasso provavelmente vive seu melhor momento profissional. Se no começo soa um tanto estranho ela ter uma filha com idade pròxima, isso logo se esquece quando se ouve Kiara cantar e ainda representar.


Creio que, se existe alguma regra para se representar em musicais, ela é personificada por Kiara. Afinal, o canto é afiadissimo e na medida exata de emoção, a interpretação atinge momentos certeiros de humor e drama, a condução da trama não sofre nenhuma interrupção. Esse é certamente o melhor momento de Kiara, comparavel ao da maravilhosa Totia Meireles e sua inesquecivel atuação em Gypsy. Se se precisasse de apenas um motivo para se ver Mama Mia!, basta a maravilhosa interpretação de Kiara Sasso.

O restante do elenco não decepciona, ainda que existam altos e baixos. Saulo Vasconcelos, como esperado, transforma qualquer canção em bela interpretação. O mesmo se pode dizer da coreografia muito bem realizada pelo elenco de apoio. Na verdade, o final de Mama Mia! é uma verdadeira catarse, algo excepcional para quem gosta de musicais. Mesmo quem conhece o filme ou mesmo viu a montagem da Broadway precisa ir ao Teatro Abril. Nem que seja apenas por Kiara Sasso. Vale o ingresso.

Por Ubiratan Brasil - Blog do Estadão

Jornal O Globo, 21.11.2010




segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mamma Mia! e Saulo Vasconcelos nos blogs

Depoimento da Vanessa do Blog http://thinkingabouteverythingg.blogspot.com/ sobre Mamma Mia!, Saulo Vasconcelos e elenco

“Gente, estou apaixonada!!!!

Será que eu tenho problemas ou todo o musical que eu assisto é realmente apaixonante???

Esse fim de semana fui assistir o musical MAMMA MIA, que está em cartaz no Teatro Abril! Já estava esperando por esse musical desde Cats, quando eu fiquei sabendo que em novembro ele iria estreiar!!! Nossa, já me animei muito.. estava até contando os dias para assistir!! Não perderia por nada!!!


Durante essa espera, fiquei sabendo do elenco e quase cai pra trás!!! Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso.. ai.. é pra querer dar pulos de alegria não???!!!!! Surtei na hora!!! Já fui convidando todo mundo que via na minha frente para ir comigo!! Mas... nem todos amam teatro musical como eu, então nem todos queriam ir!!! E aí tive que me contentar em ir com uma excursão que sai da minha cidade!! Não que eu não goste, mas é que assim que acaba o espetáculo a gente tem que ir embora de todo jeito, mas para ir ver esses dois eu iria nem que fosse a pé!!!!
Sigo o blog do Saulo e da Kiara então já estava vendo todas as novidades e super ansiosa por esse dia!! Um mês antes já estava escutando todas as musicas do musical e decorando tudo!!! hehehe...

Bom, chegamos no Teatro e meus olhos já começaram a brilhar de tão lindo que estava!!! Não resisti e tive que comprar o cd!!! Ai enquanto estava conversando com a mocinha da lojinha, ela disse que o ar condicionado estava com problemas e provavelmente eles não iam ligar!! Agora me digam uma coisa... E DAÍ?????? Você acha que eu estava ligando para ar condicionado??? NÃOOOOOOO!!!! Podia estar nevando lá dentro que eu não ia me importar!!! Só estava pensando em assistir logo o musical!!! Ahh, ela também disse que estava lotada a sessão e já estava assim desde a estreia!! Que bom ??!!!!

Do nada vem aquela voz de lugar nenhum para dar um recado!!! "Informamos que no espetáculo de hoje Kiara Sasso não estará representando Donna", QUE????????????????????????? Surtei!!! Quase cai da cadeira.. minha até levou um susto!!!! Como assim??? Eu vim ver a Kiara e o Saulo juntos de novo e ela não vai fazer??? NÃOOOOOOOOOOOOOOO!!!! Tudo bem, respirei fundo de novo.. contei até 50... e decidi que ia aproveitar mesmo assim.. (isso era óbvio ??!! Você acha que eu ia ficar brava?? NOTTT!!!!)

4 horas da tarde e nada!!! 4:05... 4:10.. 4:15... começou!!!! Ai morri!!! Que coisa linda!!!!Orquestra maravilhosa, cenário lindo.. TUDOOOOO!!!!

O espetáculo foi maravilhoso!!! Eu cantei do começo ao fim!! Me empolguei do começo ao fim!! Até dei uma dançadinha no fim!! hehehe.. Não tinha ido a um musical tão alegre assim desde a Bela e a Fera em 2002!!! E faz tempo!!!!!!

Quem fez o papel de Donna foi a Heloisa de Palma!! Mesmo não sendo a Kiara, (desculpa, mas a Kiara é única!!), ela foi otima!! Gostei mesmo, não deixou nada a desejar!!

Pati Amoroso - muito linda!! Super gracinha!!!

Rachel Ripani e Andrezza Massei - ri demais com essas duas!!! Fiquei com as bochechas todas doloridas!!

Carlos Arruza e Thiago Machado - amei!!! muito engraçado e vozes lindas!!

Cleto Baccic - o vi pela primeira vez em Cats e lá já tinha me divertido horrores com ele!! Agora então... AMEI!!! Me diverti muito!! E sua voz então!!! Sem explicações!!!

Saulo Vasconcelos
- o que dizer??? Estava contando os dias para poder escutar a voz dele de novo!!! (ao vivo , porque sempre que entro no site dele fico HORASSSS ouvindo as musicas!!!) Mesmo ele não sendo o grande protagonista como a Fera ou o Fantasma, amei!! Ele é um fofo e a voz dele é canção de ninar!! Valeu toda essa espera quando ele subiu no palco!!! hahahaha...

Enfim!!! O musical é maravilhoso, super alegre, super divertido, dei altas gargalhadas, cantei e dancei um monte!!! Um programão para toda a família e para aliviar os pensamentos de uma semana toda atribulada!!!

Você sai do teatro com gosto de quero mais!! Quer dizer, primeiro que você não quer sair!!! Você fica querendo viver aquilo!!! Segundo que você sai de lá cantarolando todas as musicas e ainda fica com ela na cabeça por uns 3 dias!! Na manhã seguinte você acorda cantando!! Terceiro é que você vai querer voltar com certeza!!! Eu mesma já estou tentando arrumar outro dia e outras pessoas para irem comigo!!!!

Quem ainda não foi está perdendo!! Corre comprar o ingresso!! Eu recomendo com certeza!! E até aqueles que não curtem muito teatro musical vão adorar!!!

Ahhh, eu me senti um pouco incompleta sem a Kiara lá, e sabe qual é a melhor parte de tudo isso??!!!!! É QUE EU VOU OUTRA VEZ!!!!!!

Consegui convencer meus pais a irem comigo só pra ver a Kiara!!! Êêêêê!!!!!! E dessa vez vou esperar só para dar um abraço nela e no Saulo!!!
ai ai ai ... vamos começar a contagem regressiva again!!!!
Fica a dica!!!

Bjos, NÊ!!!!”

domingo, 21 de novembro de 2010

Jornal: A Tribuna


Mamma Mia!

Perguntas que a equipe da Arteplural fez para Saulo Vasconcelos



Você já teve outros encontros com Kiara Sasso nos palcos. Queria que você comentasse um pouco sobre essa parceria e de mais uma vez estarem juntos em cena.

Saulo Vasconcelos: Olha... Somos quase como um casal. É a arte imitando a vida. Embora não tenhamos nenhuma intimidade física, nosso entendimento um do outro é tão grande que chega a ser uma espécie de casamento. Estivemos um ano e meio juntos em A Bela e a Fera. Dois anos juntos em O Fantasma da Ópera e mais um ano juntos em A Noviça Rebelde. Quase cinco anos juntos. Fora a convivência que tivemos como amigos entre um espetáculo e outro. Ela é uma de minhas maiores críticas, o que pode ser desgastante, às vezes, mas eu sempre respeitei a opinião dela. O mais engraçado é que, quando ela estreou em A Bela e a Fera (nesse circuito de mega musicais da Broadway, que fique claro), eu já era um veterano. E hoje, estamos praticamente no mesmo patamar. De respeito, tanto um ao outro, quanto à profissão. E acho que o que nos mantém sempre nos encontrando nos palcos da vida é uma coisa muito simples, quase batida, mas não menos verdadeira por isso: um imenso amor por teatro e música.

Você que é veterano (já fez o Fantasma da Ópera, Les Miserables, A Bela e A Fera, Cats), o que destaca em Mamma Mia?

Saulo: Com Mamma Mia!, ao contrário de CATS, temos a volta da dramaturgia com personagens definidos, bem como seus conflitos e suas trajetórias. Vale salientar que o trabalho de nosso diretor, o Sr. Robert McQueen, foi extremamente detalhista no que se refere ao cuidado com os personagens. Ouve trabalho de mesa, ou seja, de sentar e entender cada palavra, a função de cada personagem e o caminho que a peça tinha que tomar. Além de ser um excelente diretor, ele foi um grande professor. Foi uma experiência fantástica e tivemos conversas realmente muito profundas sobre o caráter do ser humano. Aliás, a grande diferença pro filme reside no fato de que nós atores mergulhamos um pouco mais em temas como a descoberta repentina da paternidade, o reencontro de um ente amado após de 21 anos, o significado do matrimônio, do apoio da família, o que significa também ser uma mãe solteira independente, com seus prós e contras. Coisa que no filme são vistas de uma forma mais superficial e leve, na peça são abordados de forma intensa e reveladora.

Em Mamma Mia!, existe a liberdade de dar um toque pessoal em seu personagem? Como você está usando isto para viver Sam?

Saulo: Acho que esse foi o grande diferencial dessa produção e direção. Foi-nos dada a instrução de arriscar, buscar nosso próprio entendimento do personagem. Eu descobri um Sam extremamente manipulador, orgulhoso, mas ao mesmo tempo apaixonado e sensível. Há cenas como a chegada dele na ilha, onde ele se mostra extremamente arrogante e cheio de si. E há cenas, como em "The Winner Takes It All", onde ele se mostra completamente vulnerável e exposto a suas fragilidades, como um homem que amou uma mulher por 21 anos e nunca teve sequer a chance de dizer isso pra ela.


Arteplural

sábado, 20 de novembro de 2010

"Mamma Mia!" faz sua estréia no tablado paulista


Jornal DCI - 12.11.2010

Mamma Mia encerra um ano de musicais!


Reviver os clássicos do grupo sueco ABBA agora é possível no Brasil. A adaptação do musical Mamma Mia está no Teatro Abril em São Paulo até 19 de dezembro. Em cartaz em 11 teatros do mundo, a peça traduzida para 14 idiomas, já foi vista por 42 milhões de pessoas.

As principais canções do Abba que estão no musical são Dancing queen, Take a chance on me, The winner takes it all, Money, money, money e, claro, Mamma mia!.

A história se passa numa ilha grega, às vésperas do casamento de uma jovem, filha da dona do único hotel da região. Sem saber quem é seu verdadeiro pai, ela convida para o casório três homens que fazem parte do passado de sua mãe.



A adaptação brasileira é de Cláudio Botelho; as músicas são cantadas em português. “Elas ajudam a contar a história para o público e também o aproximam dos personagens”, explica o diretor Floriano Nogueira. Apenas no final, quando acontece o show de “Donna e as Dynamos”, Dancing Queen é cantada em inglês, com direito à coreografia original. Presente a dança dos anos 70, 80 e 90, incluindo disco e hip hop.

No elenco, grandes nomes do teatro musical brasileiro, como Kiara Sasso, interpretando Donna Sheridan e Saulo Vasconcelos, no papel de Sam Carmichael. Os dois já viveram pares românticos em musicais como A Bela e a Fera, A Noviça Rebelde e Fantasma da Ópera.

No início, Kiara assusta pela jovialidade. Ela faz o papel que foi da atriz Meryl Streel, no cinema. Mas, ao vê-la cantando The winner takes it all o susto passa… Com extrema maestria, ela emociona a plateia. Saulo Vasconcelos faz o provável pai, papel de Pierce Brosnan na telona. É o seu primeiro papel de “cara limpa”, isto é, sem usar máscaras num musical. Recém-saído de Cats, ele conta que é gratificante fazer um personagem como Sam.

Mamma Mia!
Até 19 de dezembro de 2010
Local: Teatro Abril
Endereço: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista, São Paulo
Datas e horários: quartas a sextas às 21h. Sábados, às 17h e às 21h. Domingos, às 16h e às 20h

Para assistir partes do musical e as entrevistas com Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso acesse: Mona Dorf - IG

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

“MAMMA MIA!” (Nuestra Crítica).

Red Teatral viajó a San Pablo para cubrir el estreno de la producción brasilera del exitoso musical inglés…




16 de noviembre de 2010,

El pasado 10 de noviembre, el musical “Mamma Mia!” subió a escena en el Teatro Abril de la ciudad de San Pablo. Red Teatral estuvo presente para palpitar la mega producción que ya fue disfrutada por más de 45 millones de espectadores en el mundo.

La historia se desarrolla en una paradisíaca isla griega. Allí se encuentra Sophie (Pati Amoroso), una joven que en la víspera de su casamiento, invita a tres hombres que fueron parte del pasado de su madre en miras de descubrir cual de ellos es su padre biológico.

Desde este punto inicial, la trama respeta una estructura de comicidad ascendente, al mismo tiempo que se incluyen las canciones que hicieron de Abba un fenómeno internacional.

En el elenco brasilero de “Mamma Mia!” hay talento de sobra. Kiara Sasso (conocida por sus roles protagónicos de “A Bela e a Fera”, “O Fantasma da Ópera”, “A Noviça Rebelde” y “Jekyll and Hyde, o Médico e o Monstro”) interpreta a Donna, la madre de Sophie. Su registro de voz es impecable y en ciertos momentos logra captar ampliamente la atención del público (imperdibles: “E viva o vencedor” y “Mamma Mia”).

Si de hacer reír se trata, las amigas de Donna – Rosie (Andrezza Massei) y Tanya (Rachel Ripani) – traen a escena una combinación explosiva. Tan solo verlas haciendo poses y ridiculizándose al máximo cuando entonan “Chiquitita”, para luego seguir en esa misma dirección junto a Sasso, con el número “Dancing Queen”.



Los personajes de los “candidatos a padre” - Bill (Carlos Arruza), Harry (Cleto Baccic) y Sam (Saulo Vasconcelos) – están encarados de forma tal que sus personalidades reflejan tres facetas disímiles en el pasado de Donna. Ellos hacen un ingreso emotivo con “Eu agradeço” y por separado - pero de la mano de algunos de los personajes femeninos, le dan voz a otros clásicos como “S.O.S.”, “Bom para mim, bom para você”, “O último verão”, “Olha bem para mim” y “É sim, é sim, é sim”.

El futuro marido de Sophie, Sky (Thiago Machado), se destaca junto a Amoroso en “Não gaste o sentimento” y son acompañados por varios miembros del ensamble, los cuales realizan una de las coreografías más graciosas del show.

La escenografía en sí es simple, resaltan dos grandes paredones móviles que los artistas transportan y a los cuales les suman diversos elementos para que, en cuestión de segundos, los espectadores vean cómo la escena se transforma de un cuarto de hotel, a un restaurante, o al lugar donde se celebra una despedida de solteros y hasta una iglesia.

Asombra el diseño de luces, más precisamente para el cuadro final, en el cual desciende una estructura metálica llena de luminarias que generan un clima típico al de los recitales. Un efecto único, que literalmente levanta al público de sus butacas y lo hace bailar y cantar al unísono junto a los artístas.

La producción brasileña fue generada con la supervisión de un equipo internacional. Localmente cuenta con los trabajos de dirección y coreografía de Floriano Nogueira (recientemente a cargo en mismas tareas en “Cats” de Rio de Janeiro y San Pablo), la dirección musical pertenece al maestro Paulo Nogueira y la adaptación al portugués es de Claudio Botelho (hombre de marcada trayectoria en la traducción de musicales extranjeros, como “Les Misérables”, “A Bela e a Fera”, “Chicago”, “O Fantasma da Ópera” y “Miss Saigon”, entre muchos otros).

“Mamma Mia!” es recomendable para toda la familia, los seguidores de Abba y todos aquellos en la búsqueda de un musical lleno de vida, “energizante” y cuyas canciones, de manera directa o indirecta, todo el mundo conoce.

FACUNDO ESPÓSITO

Data interesante:
• La versión original de “Mamma Mia!” fue escrita por Catherine Johnson, con música y letras de los integrantes de Abba Benny Andersson y Björn Ulvaeus (y algunas canciones con Stig Anderson).

Redteatral

Mamma Mia!


Musical baseado em músicas do ABBA chega ao Brasil

O musical “Mamma Mia!” chega ao Brasil, com versões de Cláudio Botelho. A montagem conta com 23 músicas do grupo ABBA e 32 artistas no elenco, entre eles Kiara Sasso, Saulo Vasconcelos, Raquel Ripani e Cleto Bacic. A produção brasileira contará com figurinos e cenários originais.


Para escrever uma história sobre amor e amizade, passada em uma pequena ilha grega, a escritora Catherine Johnson se inspirou nas canções do grupo sueco ABBA inspiraram. A história mostra uma filha, às vésperas de seu casamento, que está em busca da identidade de seu pai e para isso convida três homens que fazem parte do passado de sua mãe. Hits como "Dancing Queen"; "The Winner Takes It All"; "Money, Money, Money" e "Take A Chance on Me", fazem parte da peça.


Ainda em cartaz em sete teatros do mundo, incluindo Londres e Nova York, o espetáculo já se apresentou em mais de 240 cidades e foi traduzido para 14 idiomas. O texto também rendeu frutos no cinema, com Meryl Streep, Pierce Brosnan e Colin Firth no elenco.

Mamma Mia!
Teatro Abril
Tel.: (11) 4003-5588
Quarta, quinta e sexta, às 21h, sábado, às 17h e 21h, e, domingo, às 16h e 20h.
Este espetáculo é recomendado para todas as idades. Menores de 12 anos acompanhados dos pais ou responsável legal.

Musical das Feras





Sucesso há mais de dez anos na Broadway, o musical Mamma Mia! finalmente chega ao Brasil. Com um elenco de 32 atores, entre eles Kiara Sasso (31), Saulo Vasconcelos (36) Rachel Ripani (33)e Andrezza Massei (34), que interpretam as canções do grupo sueco Abba, compostas por Benny Andersson (63) e Björn Ulvaeus (65), a préestreia foi aclamada pelo público no Teatro Abril, em São Paulo.

Recepcionados por familiares e amigos, os atores não contiveram a emoção. "A peça é incrível, alegre e tem uma energia boa. Estávamos com muita expectativa de subir ao palco", disse a atriz e produtora Rachel, com o namorado, o empresário Andre Jakubovicj (49).

Habitués dos palcos, Kiara e Saulo estão entre as grandes referências do teatro musical brasileiro. "Ganhei um papel diferente de tudo o que já fiz. É um desafio que estou amando", confessou ela, que já participou de O Fantasma da Ópera, esta ao lado de Saulo, e A Bela e a Fera, ambos da Broadway, e iniciou sua carreira há quase 17 anos. "Quando eu achei que já tinha vivido de tudo, chega uma surpresa como esta", exultou Saulo, que está comemorando dez anos de canto e dança nos espetáculos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sucesso em versão Nacional - Revista Quem


Da pista de dança para o palco


Se os anos 70 são comprovadamente uma fonte de nostalgia, a banda sueca ABBA é o melhor exemplo de como transformar a memória em franquia. Mesmo que os integrantes do grupo formado em 1972 já tenham se separado há quase três décadas, suas canções e seu estilo parecem nunca sair do universo pop e geraram uma infinidade de subprodutos extremamente lucrativos – de coletâneas ao ABBA Museum, em Estocolmo, passando pelo filme Priscilla – A rainha do deserto e por um sampler no último disco de Madonna.



Haveria algum motivo para que músicas como “Dancing queen”, “Chiquitita” e “Mamma mia” ainda façam sucesso nas pistas de dança e voltem às paradas de tempos em tempos? “Esse é um mistério com que eu vivo bem”, diz Björn Ulvaeus, um dos Bs do nome ABBA (>em>leia sua entrevista abaixo). As melodias pegajosas, a qualidade das cantoras e as grandes produções são parcialmente responsáveis pela longevidade do ABBA. Também não se pode subestimar a história do grupo, que tem papel essencial na formação do pop dançante atual: foi a primeira banda nórdica a fazer sucesso mundial e uma das pioneiras em usar o videoclipe como ferramenta de divulgação. Ainda assim, o trabalho de Ulvaeus nos bastidores merece a maior parte dos créditos pelo sucesso comercial da banda nos últimos anos. Após o esfacelamento da banda, Ulvaeus e Benny Andersson – o outro B do ABBA – juntaram-se para proteger o legado do grupo, lançando discos e produzindo musicais.

O teatro é um dos ambientes mais improváveis que a franquia ABBA conseguiu desbravar: com letras que beiram a banalidade, feitas sob medida para as pistas de dança, as músicas da banda tinham tudo para resultar em dramaturgia de péssima qualidade. Apesar disso, Mamma mia! está em cartaz em sete teatros ao redor do planeta, incluindo as montagens do West End de Londres e da Broadway. Já conquistou seu lugar na história, mesmo com apenas 11 anos de vida – pouco se comparado a musicais como O fantasma da ópera, há 24 anos em cartaz, ou Cats, há 30. A consagração definitiva veio em 2008, quando o espetáculo foi adaptado para o cinema, com Meryl Streep no papel principal.

A banda ABBA em 1978Antes de Mamma mia! , Ulvaeus já participara da criação de canções para outros dois musicais pouco conhecidos. Em Mamma mia!, ele e Andersson só precisaram concordar com o uso dos antigos sucessos do ABBA para se tornarem coprodutores. A receita que encontraram para fazer um musical de sucesso beira o óbvio: canções de amor superconhecidas, drama para diferentes faixas etárias, figurinos nostálgicos, cenários paradisíacos e uma aposta na capacidade das músicas para provocar empatia nos espectadores. Uma aposta cujo resultado os dois Bs do ABBA sabiam de cor.

O maior desafio era encaixar as letras numa trama minimamente plausível. Mamma mia! conta (e canta) a história da ex-hippie Donna, cuja filha está para se casar. Proprietária de uma pousada numa ilha grega, Donna reencontra amigas e amores do passado por causa da festa. Há o amor quase adolescente dos noivos, a relação entre mãe e filha, o desejo da noiva de conhecer o pai, o retorno das paixões do passado e, como não poderia faltar, o casamento no final.

Embora a história seja universal, em cada montagem há a preocupação de imprimir uma visão local ao show. Cada produção de Mamma mia! traz características do país e da cidade em que é encenada. Na versão brasileira, esse trabalho coube ao canadense Robert McQueen, que também dirigiu o musical nos Estados Unidos e no México. A atriz Kiara Sasso, principal estrela dos musicais brasileiros, foi escolhida para o papel de Donna. Protagonista de espetáculos como O fantasma da ópera e A noviça rebelde, Kiara considera Mamma mia! um marco em sua carreira de mais de 15 anos. “Além de fazer o papel de uma mulher bem mais velha do que eu, estou descobrindo que consigo atingir os timbres mais baixos que as músicas do ABBA pedem”, afirma. Além disso, foi possível mudar a movimentação no palco, algo raro em produções estrangeiras – em geral, elas enviam regras prontas a seguir.

Mas há um limite para a liberdade: os tradutores do texto original têm de obedecer a uma série de restrições – do número fixo de sílabas para cada verso à manutenção obrigatória de alguns refrões. “ ‘Dancing queen’ não virou a rainha do baile”, diz Cláudio Botelho, o responsável pela versão brasileira das letras. A exigência mostra a força da visão de Ulvaeus para a indústria ABBA: embora tenha uma importância crucial, a qualidade da produção deve estar subordinada à nostalgia.

Revista Época

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mamma Mia! e Dancing Queen na integra

Coletiva do musical Mamma Mia!

Assistam a cobertura que o pessoal do Universo Animado fez da coletiva de imprensa de Mamma Mia!

sábado, 13 de novembro de 2010

Conheça os bastidores do musical Mamma Mia

Uma sala de aula que virou palco. Os ensaios na escola começam às onze horas da manhã e vão até as sete da noite. É bem metódico, cada um tem o seu horário e não atrasa. Por isso que o diretor não deixa os atores pararem pra dar entrevista.

Os ensaios são por partes e não necessariamente na ordem em que a peça acontece. Cada cena é repetida muitas vezes até o diretor canadense achar que ficou bom. Robert veio para o Brasil para garantir que o Mamma Mia daqui será igual aos de outros países.

Todas as músicas do espetáculo são do grupo Abba, sucesso nos anos 70. Aqui, as letras foram traduzidas para o português.

Ensaios... Horários... Diretor... Isso eles tiram de letra. Sabe o que está matando os atores? O palco. São dez graus de inclinação. O publico gosta, porque vê melhor o que está na frente e no fundo do palco. Mas os atores... “Imagina você fazer um espetáculo descendo uma ladeira, é um pelourinho. Se você der uma voltinha errada você acaba no colo da plateia”, ri o ator.

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O Mamma Mia deve ficar, pelo menos, um ano em cartaz em São Paulo.

Acesse para ver o vídeo: Jornal Hoje

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Mamma Mia! no Jornal Hoje

Não esqueçam, hoje, Saulo Vasconcelos e todo o elenco de Mamma Mia! estarão no Jornal Hoje da rede Globo à partir das 13h



Pré estreia de Mamma Mia!

Entrevista com Antonio Carlos Gomes ,falando sobre a pré estreia do Musical Mamma Mia







Olha nós aqui outra vez - Diário de São Paulo


The Dancing Queen


quinta-feira, 11 de novembro de 2010 - Anderson Perri


Versão nacional de Mama Mia estreia ao som de Abba

O espetáculo se chama "Mamma Mia", mas poderia ser "Dancing Queen", pelo que se viu na estreia da versão nacional da produção londrina. Com nomes consagrados dos palcos brasileiros, como Kiara Sasso e Saulo Vasconcelos, o musical embalado pelas canções do grupo sueco ABBA empolgou a platéia, que cantou e dançou até a última música.

O enredo conta a história de uma garota que tenta descobrir a identidade de seu verdadeiro pai durante o seu casamento. O espetáculo já foi assistido por mais de 45 milhões de pessoas, em mais de 30 países é certeza de casa cheia, de quarta a domingo, no Teatro Abril em São Paulo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mamma Mia! (A Moda Paulistana)



Por Sergio Roveri

Formado na Suécia em 1972, o grupo pop Abba se converteu rapidamente em uma espécie de Beatles da segunda divisão. Vendeu tanto, criou quase tantos hits e foi tão assediado quanto a banda inglesa. Mas, ao contrário dos garotos de Liverpool, o quarteto sueco nunca viu seu repertório ser associado à poesia e à sofisticação – se os Beatles criaram músicas para corações e mentes, o Abba se concentrou na região das pernas e quadris. Dezenas de canções dançantes, de letras pueris e refrões hipnóticos, fizeram do Abba um dos maiores vendedores de discos da história – quase 400 milhões de cópias. Mais importante do que as cifras, entretanto, é constatar que o tempo parece ter perdoado o grupo por qualquer resquício de breguice e mau gosto: o Abba, hoje, é uma banda de valor sentimental inestimável para milhões de pessoas que, numa noite qualquer dos últimos 30 anos, deixaram o recato de lado para encontrar a felicidade já nos primeiros acordes do eterno hit Dancing Queen.








Tudo isso posto, não é surpresa que as canções do grupo tenham inspirado um dos mais bem-sucedidos musicais dos últimos tempos, Mamma Mia! Desde sua estreia, em 1999, este híbrido de peça-show já foi visto por 45 milhões de pessoas, responsáveis por movimentar uma bilheteria de US$ 2 bilhões em 270 cidades ao redor do planeta. A partir desta sexta (12), São Paulo passa a alimentar estes números estratosféricos com a estreia da versão brasileira de Mamma Mia!, que comemora os dez anos do Teatro Abril, o principal templo dos grandes musicais do País. "Não há dúvidas de que este sucesso planetário irá se repetir por aqui, já que Mamma Mia! reflete o espírito brasileiro de celebração, alegria e ligação familiar", diz Stephanie Mayorkis, diretora da Área de Teatro da Time For Fun, empresa produtora do espetáculo.





O musical não pretende ser um mero tributo à banda, tanto que as canções, traduzidas para o português, são empregadas para alinhavar a narrativa de um pequeno drama familiar. Perto de completar 20 anos, a jovem Sophie Sheridan (representada aqui pela atriz e cantora Pati Amoroso) decide convidar o pai desconhecido para sua festa de casamento com o garotão Sky. O problema é que ela não sabe quem é seu pai biológico: a garota é fruto de um entre três relacionamentos praticamente simultâneos que sua mãe, Donna Sheridan (Kiara Sasso, estrela de A Bela e a Fera, A Noviça Rebelde e O Médico e o Monstro) manteve no final da adolescência. Na dúvida, a garota convoca os três candidatos. Um dos prováveis pais, Sam Carmichael, é interpretado por Saulo Vasconcelos, galã de Cats e O Fantasma da Ópera. A chegada desses três homens e de duas velhas amigas da mãe vai incendiar a rotina do Villa Donna, pequeno e deficitário hotel que Donna Sheridan mantém em uma ilha grega.

"Em todos os países em que o musical é apresentado, as canções são traduzidas para o idioma local como forma de facilitar o entendimento do grande público", diz o diretor musical David Holcenberg. "Como no Brasil o Abba continua sendo um grupo muito popular, decidimos criar, no final do espetáculo, um pot-pourri com três canções no original em inglês, Dancing Queen, Mamma Mia! e Waterloo". Segundo Holcenberg, a execução das canções em inglês, com legendas, iria esvaziar o enredo e jogar toda a atenção da peça em cima do próprio Abba. "Os criadores do musical, que por sinal são meus chefes, fazem questão de que o público acompanhe a história de Donna Sheridan e sua filha, e não somente as canções do grupo".

As 23 músicas do Abba apresentadas em Mamma Mia!, que leva ao palco um elenco de 32 atores e uma orquestra de dez músicos, foram traduzidas para o português por Claudio Botelho. O musical inspirou, há dois anos, umaadaptação cinematográfica de enorme sucesso. Rodado na ilha grega de Skopelos e dirigido por Phyllida Lloyd, Mamma Mia!, o filme, foi estrelado por Pierce Brosnan, Amanda Seyfried e uma hilariante Meryl Streep no papel que é feito agora por Kiara Sasso. "A Meryl Streep é bem mais velha do que a personagem, e isso obrigou os produtores a elevar a faixa etária do restante do elenco do filme", diz Sasso. "Eu acho que estou mais próxima da idade real da personagem do que Meryl, embora sua atuação tenha sido estupenda".

A polêmica sobre a pouca idade de Kiara Sasso que, aos 31 anos, interpreta a mãe de uma garota de 20, parece ter sido encerrada, a uma semana da estreia, por uma declaração do diretor do espetáculo, Robert McQueen: "Quando eu assisti ao teste da Kiara, vi que tinha encontrado a atriz perfeita para o papel", disse. "E o importante era encontrar a atriz perfeita, e não alguém que tivesse a idade perfeita. A atriz que fez Donna Sheridan na montagem de Las Vegas, por exemplo, tinha pouco mais de 20 anos".



SAULO, SEM MÁSCARA.




"Ao contrário dos outros musicais que já fiz, em que tudo vinha pronto dos Estados Unidos" – diz Saulo Vasconcelos – " Mamma Mia! nos deu a chance de estudar o texto, de discutir as características dos personagens. Tivemos tempo de entender o objetivo de cada uma das cenas. Foi um trabalho feito com muito carinho. Estou feliz também porque, depois de muito tempo, posso mostrar minha cara no palco. Em Cats e O Fantasma da Ópera, eu sempre me escondi atrás de máscaras."


DOIS PRA LÁ, DOIS PRA CÁ.

Kiara Sasso, 31 anos, e Saulo Vasconcelos, 36, formam o primeiro casal dos musicais brasileiros. Mamma Mia! é a quarta vez em que eles contracenam – já estiveram juntos em A Bela e a Fera, O Fantasma da Ópera e A Noviça Rebelde. A seguir, trechos do depoimento de Kiara Sasso sobre esta nova produção. "Estou achando ótimo fazer este espetáculo porque, até hoje, eu sempre fui a mocinha. Agora eu sou a mãe da mocinha. Eu não me inscrevi para os testes iniciais porque me achava nova demais para viver a mãe e velha demais para representar a filha. Resolvi me candidatar quando eu soube que a produção ainda não tinha encontrado a atriz para fazer a Donna Sheridan, depois de duas baterias de testes. Está sendo uma alegria participar de um trabalho tão solar, principalmente depois de ter feito O Médico e o Monstro, uma peça escura e soturna."

Mamma mia traz clássicos do Abba em português

Entrevista que foi ao ar na rádio Cultura Brasil no programa Galeria em 10.11.2010
Cirley Ribeiro 10.11.2010



Mamma mia é um dos mais famosos musicais do mundo e já foi visto por 42 milhões de espectadores em 11 anos de estrada. A bilheteria soma 2 bilhões de dólares em 240 cidades de 30 países. Considerado um fenônemo global, Mamma mia foi traduzido para 14 idiomas, como japonês, francês, alemão e russo.

A montagem brasileira conta com um elenco de 32 atores, entre eles Kiara Sasso, Saulo Vasconcelos, Pati Amoroso, Rachel Ripani e Andrezza Massei. As músicas do Abba ganharam versões de Cláudio Botelho e são cantadas em português.

A história começa quando a jovem Sophie decide descobrir a identidade de seu pai, antes de se casar. E convida três possíveis candidatos para sua cerimônia de casamento em uma pequena ilha grega.

Mamma mia entra em cartaz no teatro Abril, com apresentações de quarta a sexta, às 21h; sábados às 17 e 21h; e aos domingos às 16 e 20h. O preço dos ingressos varia de 80 a 250 reais. E o endereço é avenida Brigadeiro Luis Antônio, 411, em São Paulo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Saulo Vasconcelos fala sobre seu personagem em Mamma Mia!


Saulo Vasconcelos já se tornou sinônimos de produções de grande porte no Teatro Musical. Isso não é à toa, pois em sua carreira estão espetáculos como Os Miseráveis, A Bela e A Fera, O Fantasma da Ópera, Cats. Agora ele já emenda mais um trabalho de destaque ao interpretar Sam Carmichael em Mamma Mia!.

Após a coletiva, o ator, com sua simpatia de sempre, contou como foi entrar no clima do maior casamento do mundo. Além disso, ele falou da cena dos musicais no Brasil e como é atuar sem maquiagem ou máscara no Teatro Abril.

Leia a entrevista abaixo.

ClickCultural - Mamma Mia! é um espetáculo focado no ator, como é trabalhar com isso?

Saulo Vasconcelos - Com certeza é um dos maiores prazeres do ator. No primeiro dia de ensaio, o diretor Robert McQueen disse que este espetáculo não tem lustre, helicóptero, transformação. O ator é o responsável por envolver o público, isso para o artista é prazeroso, pois acaba se entregando muito mais, além do desafio ser maior.

ClickCultural – Recentemente, você viveu Old Deutoronomy em Cats. Agora você é Sam Carmichael em Mamma Mia!. Isso que é legal no trabalho do ator, poder interpretar personagens completamente diferentes?

Saulo Vasconcelos - Isso é legal, seria o ideal para qualquer ator sair de um trabalho e partir para outro completamente diferente. O maior prazer do artista é realmente fazer algo novo o tempo todo. Essa oportunidade foi me dada, estou muito agradecido. O interessante é que será a primeira vez que faço um personagem de cara limpa no Teatro Abril. Já fiz aqui Os Miseráveis onde colocava a peruca, fiz A Bela e A Fera, O Fantasma da Ópera, recentemente Cats.

Atores e diretores falam do espetáculo Mamma Mia!

Veja fotos e curiosidades sobre Mamma Mia!

ClickCultural – O que você espera da reação do público em Mamma Mia!? Já deu para ter uma ideia durante as previews?

Saulo Vasconcelos - Estamos recebendo uma boa repercussão. Principalmente, os profissionais do meio estão dizendo que será um grande sucesso. Tem histórias e personagens bacanas, é legal de assistir, consegue fazer sorrir e emocionar.

ClickCultural – Como foi o processo para entrar no mundo do personagem?

Saulo Vasconcelos - Quando você entra em cena, o diretor procurou se perguntar quem é você? Da onde vem? Por que está aqui? Chegamos até fazer exercícios de improvisação. Em uma das cenas, os três possíveis pais chegam à taverna da Donna (Kiara Sasso teoricamente cansados, pois tiveram que subir quilômetros de escadas. Tentávamos colocar esse cansaço no corpo, até que o diretor pediu para nós darmos uma volta no Colégio Liceu, onde foram feitos os ensaios. Ficamos subindo e descendo, como o local era enorme, tive que tirar o sapato e o casaco. Depois disso, voltamos para a sala de ensaio e ficamos prontos para começar a cena.

Diretor de Mamma Mia! fala da evolução dos musicais

Kiara Sasso fala de seu trabalho em Mamma Mia!

ClickCultural – No Teatro Abril, você já estrelou vários musicais, agora está retornando novamente com Mamma Mia!. Já se sente em casa na hora de atuar aqui?

Saulo Vasconcelos - Com certeza, conheço todas as pessoas, acaba criando até esse lado família, onde ficamos bem à vontade com elas. Todos estão juntos para o bem do espetáculo.

ClickCultural – Você é um dos ícones do teatro musical no Brasil. O que você pode notar de diferente na situação atual em comparação quando começou?

Saulo Vasconcelos - Atualmente, o público está mais exigente. Nos últimos anos, vieram produções de grande porte para o país. Além disso, nós estamos mais experientes e mandando bem melhor do que 10 anos atrás.

Quem é Sam Carmichael em Mamma Mia!?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O musical Mamma mia na rádio Cultura Brasil



Amanhã segundo site do programa Galeria da Rádio Cultura Brasil às 8h45, o programa destaca uma reportagem com os principais atores do musical Mamma mia: Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso. A história, embalada pelos principais sucessos do grupo sueco Abba, estreia 11 de novembro no Teatro Abril, em São Paulo.

Diretor de Mamma Mia! fala da evolução dos musicais

Mamma Mia! estreia oficialmente no dia 11 de novembro no Teatro Abril. Após a coletiva, tivemos a oportunidade de falar com Floriano Nogueira, diretor e coreógrafo residente do espetáculo.

O profissional falou da evolução do teatro musical no Brasil, principalmente por parte dos atores que estão cada vez mais capacitados. Ao mesmo tempo, o diretor contou como foi escolher a atriz para viver a personagem Donna e quais musicais poderiam cair no gosto dos brasileiros.

Leia a entrevista abaixo.

ClickCultural – Em Mamma Mia!, temos mais uma vez a parceria de Kiara Sasso e Saulo Vasconcelos. Em sua opinião, por que eles se tornaram ícones dos musicais e estão sempre em cartaz com grandes produções?

Floriano Nogueira - Essa é uma questão muito fácil de responder, com em qualquer outro trabalho é preciso estudar e se aprimorar, abrir um leque para continuar no mercado. Todas essas produções trouxeram equipes criativas internacionais diferentes, alguns podem até se conhecer, mas nunca são os mesmos. Em Mamma Mia!, além de Saulo e Kiara, temos um grupo de atores jovens como a própria Pati Amoroso (Sophie). Em cada trabalho não existe um pré-julgamento, o mérito é deles.

Atores e diretores falam do espetáculo Mamma Mia!

ClickCultural – Quantos anos você trabalha com musicais?

Floriano Nogueira - Comecei como ator no Rio de Janeiro, devo ter de estrada uns 15 ou 16 anos no mundo dos musicais.

ClickCultural – Então, você acompanhou o avanço dos atores brasileiros nessa área do teatro. Como foi esse processo?

Floriano Nogueira - Quando eu comecei era muito dividido. Ou você estudava canto, artes cênicas ou dança. Como os atores eram desconhecidos, muitos participavam de uma peça e tinham outro emprego para se manter, sobrava pouco tempo para investir em si próprio. Atualmente, a realidade está mudando. Em São Paulo, por exemplo, tem algumas escolas que conseguem preparar os atores focados para o teatro musical. São realmente aulas de canto, dança e interpretação. As pessoas estão ficando mais preparadas, é possível ver atores novos com um nível muito bom.

Veja fotos e curiosidades sobre Mamma Mia!

ClickCultural – O Brasil definitivamente está na rota dos grandes musicais. O que você acha que pode vir para o país e agradar o público?

Floriano Nogueira - Tem muitos espetáculos que poderiam vir para o Brasil e agradaria as pessoas. O próprio O Rei Leão, esse mundo da Disney já é conhecido. Wicked é um musical espetacular. Priscila A Rainha do Deserto é outra opção, um espetáculo australiano que está indo bem no West End em Londres e deve voltar para a Broadway. Billy Elliot também poderia ganhar uma montagem brasileira. Particularmente, meu sonho seria trazer Memphis, assisti em Nova York e fiquei impressionado.

ClickCultural – Por que os musicais estão fazendo mais sucesso no Brasil?

Floriano Nogueira - As pessoas começaram entender o que é o teatro musical. Os musicais aproximam mais o público do espetáculo, é sempre alegre, ninguém sai triste após uma apresentação.

ClickCultural Vocês tiveram dificuldades de achar a Donna. Como foi esse processo de escolha até encontrar a Kiara?

Floriano Nogueira - Donna é uma personagem muito bem desenvolvida, era preciso alguém que tivesse o canto e a parte cênica bem evoluída. Em uma determinada parte da peça, é preciso fazer as duas funções. O Brasil tem muitos talentos com capacidade, foi difícil, mas encontramos. Em Cats, por exemplo, tivemos dificuldades em encontrar a gata branca. A personagem tem uma habilidade técnica de dança muito grande. Exportamos bailarinos para o Bolshoi e Cirque du Soleil. Como não poderíamos encontrar a gata branca? Inicialmente, pensaram até trazer de fora, porém nós achamos.

ClickCultural – Os musicais ficam um bom tempo em cartaz, chegando a fazer mais de 100 apresentações. O maior desafio do teatro musical seria manter o frescor a cada apresentação?

Floriano Nogueira - Com certeza é o maior desafio, nesse momento é que entra meu trabalho. O ator trabalha com a emoção, ás vezes acontece algo em sua vida particular que deixa o humor e o temperamento diferentes. Tenho que manter o frescor e qualidade, nada pode abater a interpretação deles. Além disso, fazer sete sessões por semana pode acabar caindo no automático. Uma canção, fala ou gesto pode automatizar, tenho que lutar para manter a chama acesa. É um trabalho difícil, mas bem legal.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mamma Mia! estreia em São Paulo

Alegria, celebração e família são as marcas registradas do musical número 1 do mundo


Por Rafael Mendonça
ravmendonca@hotmail.com
Divulgação

Um dos maiores sucessos de bilheteria em todo o mundo, o musical "Mamma Mia!", finalmente desembarca no Brasil. A partir do dia 11 de novembro, o Teatro Abril, em São Paulo, será palco de uma história sobre amor e amizade, passada em uma pequena ilha grega.

Às vésperas de seu casamento, a jovem Sophie, em busca da identidade do pai, convida três homens que fazem parte do passado de sua mãe (Donna), e que há 21 anos não há viam. A partir daí, está armada esta deliciosa confusão, embalada com as canções do grupo sueco ABBA, incluindo os hits “Dancing Queen”, “The Winner Takes It All”, além da canção título. É praticamente impossível o público não cantar, dançar e se emocionar com músicas que marcaram época nos anos 70.

A produção, que teve sua premiere em Londres no ano de 1999, está em cartaz em 11 teatros diferentes do mundo, e a versão brasileira, apesar de contar com figurinos e cenários originais, teve as letras das canções totalmente adaptadas e traduzidas para o português. “Em todos os países que produzimos o musical é muito importante que as letras das canções do ABBA sejam traduzidas. Além de a plateia se identificar ainda mais com o espetáculo, as letras fazem parte do contexto da história, por isso que é feito este trabalho de adaptação”, explica o diretor musical David Holcenberg que se surpreendeu com a qualidade de interpretação do elenco brasileiro desde os primeiros ensaios.

Diferente de outras produções da Broadway, o musical "Mamma Mia!" dá liberdade aos atores para interferir em seus personagens, com um toque mais pessoal. “Há muitas produções de ´Mamma Mia!´ em todo o mundo, e elas não são coreografadas exatamente da mesma forma. Adoro trabalhar com um novo elenco, avaliar seus pontos fortes de dança e performance, e em seguida, criar uma apresentação para ele. Cada país tem algo diferente para oferecer”, anima-se a coreógrafa Janet Rothermel. Nesta montagem, são usados movimentos de dança contemporânea dos anos 70, 80 e 90, incluindo disco, hip hop e um toque de movimentação grega. “É encantador como o público é capaz de relacionar a música, a história e a coreografia. Acho que a maioria das pessoas enxerga um pouco de si mesma no palco”, conta a coreógrafa, que já trabalhou com a atriz Meryl Streep, protagonista da versão cinematográfica do musical.

Peça conta com 32 atores no elenco e uma Donna mais jovem que a convencional

Na versão nacional, quem faz o papel de Donna Sheridan é a atriz Kiara Sasso, 31, considerada pelo público e pela crítica, o nome de maior peso no teatro musical brasileiro. Para ela, este é um de seus maiores desafios profissionais. “Pela primeira vez, em muito tempo, não sou a mocinha. O trabalho de corpo é totalmente diferente de tudo que já fiz”, diz a atriz. Uma de suas maiores dificuldades foi o fato de ser muito mais jovem do que sua personagem. “Tive que me adaptar ao contexto do personagem: eu não tenho filhos e nunca tinha passado por essa experiência de interpretar um personagem totalmente diferente dos que já fiz”, conta. Ela revelou também que não esperava participar do musical. “Sou muita nova para interpretar a Donna e muito velha para o papel da Sophie. Na época da seleção do elenco, eu nem estava no Brasil, e só quando retornei fiz o teste e consegui o papel principal”, lembra.

Kiara caiu nas graças do diretor Robert McQueen. “Assim que assisti ao teste, já vi nela a pessoa perfeita para o papel. Ela é mais jovem do que algumas mulheres que temos no papel da Donna, mas seu talento, habilidade e disciplina revelam sua notabilidade. É emocionante ter a Kiara na montagem”, explica o diretor que começou com o musical há dez anos atrás no Canadá e retornou ao projeto em 2009, para a produção no México e agora no Brasil.

A produção nacional conta com 32 atores e orquestra de 10 músicos. Entre os destaques estão Saulo Vasconcelos - ator com mais de 10 anos de carreira e protagonista de grandes espetáculos como “O Fantasma da Ópera”, “A Bela e a Fera” e “Cats” – que interpreta Sam Carmichael e a novata Pati Amoroso, que faz o papel da Sophie Sheridan.

O Teatro Abril fica na Av. Brigadeiro Luís Antônio 411, na Bela Vista, região central paulistana. Sessões às quartas, quintas e sextas, às 21h; sábados, às 17h e 21h; e domingo às 16h e 20h. Os ingressos, com preços entre R$ 80 (balcão, às quartas, quintas e domingos) e R$ 250 (setor VIP, às sextas e sábados), podem ser comprados pelo telefone 4003-5588 (válido para todo o país).



O Estado RJ

domingo, 7 de novembro de 2010

Veja quatro canções da versão brasileira de MAMMA MIA!

Na última quinta-feira, dia 04 de novembro, aconteceu no Teatro Abril a coletiva de imprensa do espetáculo “Mamma Mia!“, o musical nº 1 da Broadway. Além de conversarmos com os diretores e o casal protagonista da história, pudemos assistir quatro canções que a partir do dia 11 de novembro, serão apresentadas ao grande público de quarta a domingo.

Enquanto a matéria em vídeo da coletiva de imprensa não fica pronto, o Universo Animado! em parceria com o Planeta Disney apresentam as quatro canções que foram apresentadas na integra. São elas: “E Tudo ao Vencedor“, “Money, Money, Money“, “Mamma Mia!” e “Dancing Queen“, as duas últimas apresentadas em inglês, por fazerem parte do número final do musical.

Acesse o site do Planeta Disney e veja todas as cenas apresentadas na coletiva de imprensa na integra

Clássico do ABBA em “Mamma Mia!”

Esse trecho de “Mamma Mia!” é cantado em inglês nesse momento pelas excelentes Rachel Ripani, Kiara Sasso e Andrezza Massei.




Banner Mamma Mia!


Os Protagonistas de Mamma Mia!

Musical "Mamma Mia!" traz canções do ABBA em versão brasileira

Músicas do quarteto sueco ABBA ganharam versão em português nas mãos de Cláudio Botelho (responsável pelas traduções de "Les Misérables" e "My Fair Lady"). "You can dance/ You can jive/ Having the time of your life", de "Dancing Queen", vira "Vem dançar/ pra valer/ Hoje a rainha é você" na franquia brasileira de "Mamma Mia!", que estreia na quinta (11), no Teatro Abril.

A história --conhecida por aqui pelo filme de 2008, com Meryl Streep-- se passa em uma bucólica ilha grega. Sophie (Pati Amoroso) está prestes a se casar e descobre três homens que podem ser seu pai: o arquiteto Sam (Saulo Vasconcelos), o empresário Harry (Clato Caccic) e o aventureiro Bill (Carlos Arruza). Resolve, então, convidá-los para seu casamento sem dizer nada a sua mãe, Donna (Kiara Sasso).

Acesse o Link e veja o video exclusivo da Folha de São Paulo

Todos os passos do Mamma Mia! brasileiro

Montagem reúne dupla de atores 'veteranos', Kiara Sasso e Saulo Vasconcelos
07 de novembro de 2010 0h 00

Ubiratan Brasil - O Estado de S.Paulo


Quando foram abertas as audições para o Mamma Mia! brasileiro, Kiara Sasso ficou interessada mas logo desanimou por acreditar não ter perfil para nenhum papel. "Eu me achava nova demais para fazer a mãe, Donna, e muito velha para interpretar a filha, Sophie", conta a atriz que, conformada, integrou o elenco de outro musical, O Médico e o Monstro, que estreou em julho.




Dias depois, ao conversar com Andrezza Massei, que interpreta Rosie, uma das amigas, Kiara descobriu que o papel de Donna continuava vago. "Tomei coragem e, na única hora que tive de folga dos ensaios do Médico, fiz meu teste." Para saber o resultado, basta acompanhar o depoimento do americano Robert McQueen, encarregado da direção geral da montagem brasileira: "Tão logo Kiara terminou seu teste, tive a certeza de que tínhamos nossa Donna. Ela é sofisticada como atriz e trouxe material que aprimorou o personagem".

Não se trata de elogio gratuito - uma das principais atrizes de musicais do Brasil, Kiara tem uma voz potente e cristalina, que ela sabe moldar com interpretações convincentes. Sua interpretação para The Winner Takes It All, por exemplo, é carregada de emoção, permitindo que a canção exerça a função adequada na trama, ou seja, o desabafo de Donna diante de um dos ex-namorados, Sam, vivido por Saulo Vasconcelos.

A dupla se reencontra, aliás, pela quarta vez em musicais - contracenaram também em A Bela e a Fera, O Fantasma da Ópera e na montagem paulista de A Noviça Rebelde. "É incrível como nos entrosamos rapidamente, independente do papel interpretado", comenta Vasconcelos que, assim como Kiara, exibe uma versatilidade vocal e cênica.

Para Mamma Mia!, apesar da precoce experiência, ambos necessitaram de uma preparação especial. "No meu caso, era uma mudança de geração, pois, até então eu só interpretava a mocinha e agora passaria a ser a mãe da mocinha", conta Kiara. "E, no meu, eu vinha de Cats, no qual interpretei Old Deuteronomy, o gato velho e sábio, e agora vivo um dos pretendentes a pai", completa Vasconcelos.

Direção. Novamente, o papel de Robert McQueen foi fundamental. Segundo os atores, habituados a trabalhar com diretores estrangeiros vindos especialmente para adequar a montagem ao original, McQueen foi além de suas funções - não só incorporou um pouco da vivência de cada ator em alguns detalhes (a forma de andar, de movimentar os braços, de mexer a cabeça), como os incentivou a alcançar as necessidades exigidas pelos diferentes papéis.

Kiara, por exemplo, descobriu como é ter a vivência de criar filhos até eles se casarem. "Robert nos fez dissecar o texto até descobrir a psicologia do personagem", completa Saulo Vasconcelos. "Entendemos cada palavra, a função de cada personagem e o caminho que a peça tinha de tomar. Isso não é comum entre diretores de musicais, normalmente mais interessados em adequar a interpretação com as canções."

Essa sincronia é mais importante do que aparenta e incentiva uma discussão que ressuscita a cada estreia de musical em São Paulo, quando as canções originais são traduzidas para o português. Por trazer sucessos tão conhecidos do ABBA, os produtores de Mamma Mia! foram questionados sobre a possibilidade de as letras forem preservadas em inglês, traduzidas por legendas que seriam projetadas no alto do palco - exatamente como acontece em óperas.

"Nossa intenção não é a de fazer um tributo ao ABBA mas o de utilizar suas canções para contar uma história", comenta o produtor David Holcenberg. "É importante que o público consiga se identificar com os personagens e, para isso, é necessário que a letra seja compreendida."

Gênero. De fato, ópera e música envolvem a combinação de letra e música. Mas nos musicais a letra é predominante e o contrário é válido para as óperas. Se essa diferença é aceita, então os outros aspectos definidores de cada gênero - estilo de canto, orquestração, papel dos diálogos falados, importância da melodia, grau adequado de complexidade musical - se encaixam.

Independentemente da quantidade de diálogos falados, os grandes musicais da Broadway têm um formato na sequência das canções que seus criadores seguem fielmente. Um musical não pode ter intervalos muito grandes entre as canções, do contrário perde-se o equilíbrio do show. "É essa preocupação que deve prevalecer durante a tradução das letras", conta Claudio Botelho, ator e diretor que se tornou referência no trabalho de versão - ele prepara, por exemplo, as canções de Evita, que Jorge Takla vai estrear no próximo ano.

Para Mamma Mia!, os detalhes importaram. "Tive várias conversas com os americanos, que me questionaram os motivos da escolha de determinada palavra, da sonoridade conseguida, da compreensão da letra", conta Botelho. "Há um interesse muito grande na relação da música com a trama."

Nesse ponto, também a coreografia surge como fiel da balança. Em Mamma Mia!, as danças são vibrantes e extremamente atléticas. "Usamos movimentos de dança contemporânea dos anos 1970, 80 e 90, incluindo disco, hip hop e um toque de movimentação grega", explica a coreógrafa Janet Rothermel. "O que mais me agrada é perceber que o público, especialmente o brasileiro, é capas de se relacionar com a música, a história e a coreografia. Cada um observa um pouco de si mesmo no palco."


Sucesso

Um dos musicais mais festejados, como mostram os números

45 milhões de espectadores em...

270 cidades de vários países, arrecadando....

2 bilhões de dólares durante...

11 anos de apresentações

MAMMA MIA!
Teatro Abril. Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista.

Telefone 4003-5588. 4ª a 6ª, 21 h; sáb., 17h e 21h; dom., 16h e 20h. R$ 80/ R$ 250.

sábado, 6 de novembro de 2010

Calendário




Já que falta poucos dias para a estreia de Mamma Mia!, porque não um calendário do mês de novembro ao estilo?

Clique na foto para ela aumentar de tamanho












Chega a São Paulo o musical Mamma Mia!


Musical estreia dia 11 de novembro no Teatro Abril, trazendo sucessos do grupo ABBA.
Renata Ribeiro - 6/11/2010 - 17h54




Em coletiva de imprensa, na última quinta-feira (4/11), foram apresentadas quatro passagens de cena do esperado musical “Mamma Mia!”, que estreia em São Paulo, no Teatro Abril, no próximo dia 11 de novembro.

As musicas apresentadas foram "The Winner Takes It All", "Money, Money" (as duas em português), "Mamma Mia" e "Dancing Queen" (em ingles).

O musical traz os sucessos do grupo sueco ABBA, “As músicas são cantadas no idioma local, para que sejam entendidas e possam aproximar o público da história”, explicou o diretor associado, Robert McQueen.

Kiara Sasso falou do desafio de não fazer o papel da mocinha, “Tive que buscar emoções pela qual ainda não passei, é saída de uma filha de casa que vai se casar, encontrar seu caminho. Eu ainda não tenho filhos. Mas Robert McQueen é o responsável por eu ter encontrado esses sentimentos”.









“Sair de um gato, um personagem que não era humano, e fazer este personagem sem máscara é muito bom”, falou Saulo Vasconcelos sobre seu personagem Sam, um dos possíveis pais da atriz Pati Amoroso (Shophie, a filha).

A produção nacional tem versões de Cláudio Botelho, orquestra com dez músicos e 32 atores. Os figurinos e cenários são originais e letras com versão em português feitas por Cláudio Botelho.

O espetáculo já foi traduzido em 14 idiomas (japonês, italiano, dinamarquês, entre outros) e está sendo apresentado simultaneamente em onze diferentes teatros do mundo. É sucesso desde sua estreia em Londres em 1999.

Serviço:
MAMMA MIA!
Realização: Time For Fun
Apresentação: Bradesco Seguros
Co-Patrocínio: Cielo e Telefônica

Mais informações: http://www.mammamia.com.br

Local: Teatro Abril – Av. Brigadeiro Luis Antônio, 11 – Bela Vista / SP
As quartas, quintas e sextas às 21:00Hs
Sábados às 17:00Hs e 21:00Hs
Domingos às 16:00Hs e 20:00Hs
Duração: 2h:40min (com intervalo de 20 minutos.)

Musicais ganham espaço nos palcos paulistanos



Com a estreia de 'Mamma Mia!', gênero que engatinhava em 2000 mostra força e atrai cada vez mais amantes da arte
Por Dirceu Alves Jr. 10/11/2010
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No embalo das canções da banda sueca Abba: 32 nomes peneirados entre 3 000 currículos



A partir de quinta (11), o palco do Teatro Abril, transformado outras vezes em castelos, campos de batalha e em um grande depósito de lixo, será uma paradisíaca ilha grega. Nesse cenário à beira-mar, ensolarado e com tipos trajando roupas leves e despojadas, é ambientado o musical ‘Mamma Mia!’. Criado por Catherine Johnson com base em 23 canções de Benny Andersson e Björn Ulvaeus popularizadas pela banda sueca Abba, o espetáculo lançado em Londres em 1999 faz sucesso por onde passa com sua leveza e alto-astral. Já foi traduzido para catorze idiomas, aplaudido por 42 milhões de pessoas em trinta países e, em 2008, chegou aos cinemas em uma adaptação tendo a atriz Meryl Streep à frente do elenco. Com previsão de permanecer em cartaz pelo menos até o fim do primeiro semestre de 2011, a montagem brasileira reúne 32 atores e é liderada por dois dos principais nomes do teatro musical do país: a atriz Kiara Sasso, de 31 anos, que acumula dezesseis espetáculos no currículo, entre eles ‘A Bela e a Fera’ (2002) e ‘A Noviça Rebelde’ (2008), e o ator Saulo Vasconcelos, de 36 anos, lançado em ‘Les Misérables’ (2001) e consagrado como o protagonista de ‘O Fantasma da Ópera’ (2005).

Para Saulo, que enfrentava duas horas de maquiagem para interpretar o sujeito deformado do espetáculo de Andrew Lloyd Webber ou padecia de calor com o figurino de ‘Cats’, o personagem Sam, de ‘Mamma Mia!’, é um refresco. “Poderia chegar até trinta minutos antes da sessão para vestir a bermuda, a camiseta e calçar os chinelos, mas combinamos com a equipe que estaremos aqui com uma hora de antecedência”, brinca ele, intérprete de um dos três possíveis pais de Sophie, papel da atriz Pati Amoroso. Kiara Sasso penou com o vestido de 20 quilos usado em A ‘Bela e a Fera’, mas agora passa a maior parte do tempo de macacão jeans, sapato baixo e cara limpa, bem ao estilo riponga de Donna Sheridan. “A exigência aqui é outra”, diz ela, referindo-se ao rigor nos números musicais. Sem efeitos especiais mirabolantes nem cenários grandiosos, o encanto vem mesmo de 23 canções como ‘Dancing Queen’, ‘The Winner Takes It All’, ‘Money, Money, Money’ e, claro, ‘Mamma Mia!’, vertidas por Claudio Botelho para o português.








Como a música é a alma do negócio, ter gogó afinado, dança no pé e atuar com desenvoltura torna-se fundamental na luta por um lugar no palco. Para chegar aos 32 nomes finais, 3 000 currículos foram avaliados e 2 000 candidatos, a maioria com experiência prévia e muitos titulados fora do país, passaram por audições em setembro. Sim, o espetáculo ganhou forma em dois meses, como é regra na Broadway. Enquanto se definiam os últimos integrantes do elenco, os músicos se familiarizavam com as partituras, a luz era afinada e os figurinos, confeccionados. Os ensaios diários duraram uma média de dez horas, com uma folga semanal avisada na véspera. “Até uma década atrás, as pessoas reclamavam dos horários e do rigor exigido, mas hoje quem entra em um musical desse porte sabe que a coisa precisa ser assim ou não vai segurar a onda de uma temporada”, afirma o diretor e coreógrafo residente de ‘Mamma Mia!’, Floriano Nogueira, que integrou as equipes de ‘Miss Saigon’, ‘A Bela e a Fera’ e ‘Cats’. “Essa consciência faz com que encontremos nas audições candidatos muito mais bem preparados e sérios que no passado.”

Em novembro de 2000, em um galpão do bairro da Bela Vista, o produtor e diretor Billy Bond penou para recrutar o cast de ‘Les Misérables’, musical que inaugurou o Teatro Abril, cinco meses depois, e deu início a esse ciclo. Raros eram os casos como o das atrizes Sara Sarres, Ester Elias e Alessandra Maestrini, que desde a adolescência estudavam teatro, canto lírico e dança. Até então, ouviam-se cantores de bares noturnos e estudantes universitários com formação erudita. “A gente pegava o candidato que mais se aproximava do personagem e, depois, durante os ensaios, lapidava a interpretação”, lembra Bond, que chamou para os testes de ‘Les Misérables’ atores que haviam participado de ‘Rent’ e ‘O Beijo da Mulher Aranha’, seus espetáculos anteriores, além de alguns que haviam sido reprovados, caso de Saulo Vasconcelos.






Com o sucesso dessas produções, uma nova geração se educou e se empenhou para ingressar no gênero. As famílias enxergam como um investimento pagar aulas de canto e dança. Incentivam, inclusive, os filhos e netos a viajar para Nova York ou Londres e assistir às versões originais lá fora. “Foi minha avó que, durante um almoço, sugeriu que eu desistisse de ser médica para me dedicar plenamente ao palco”, conta Pati Amoroso, de 20 anos, que, depois de fazer no primeiro semestre ‘Bark! Um Latido Musical’, promete despontar em ‘Mamma Mia!’. A internet também aumentou o alcance para pesquisas e, com os vídeos encontrados no YouTube, os interessados podem estudar em cima das performances de astros e estrelas internacionais. “Ao contrário da televisão, onde há diversas outras questões que norteiam as contratações, nos musicais o fundamental é estar preparado e há chance para novatos o tempo todo”, afirma Claudio Botelho, que, ao lado de Charles Möeller, dirigiu 'O Despertar da Primavera' e ‘Hair’, recém lançado no Rio de Janeiro, com elenco dominado por atores com menos de 25 anos. “É um mercado muito competitivo, mas generoso, pois ninguém precisa ser famoso para ser um protagonista”, completa Botelho.

Novidade para público e artistas

Se parecia uma tarefa árdua recrutar gente para subir ao palco durante a pré-produção de ‘Les Misérables’, a certeza de lotar a plateia com “uma cópia dos espetáculos lá de fora” também passava longe. O produtor e diretor Billy Bond lembra que, três semanas antes da estreia no Teatro Abril, em 2001, apenas setenta ingressos estavam vendidos, e as filas ganharam forma na Avenida Brigadeiro Luís Antônio somente às vésperas do início da temporada. Com o alívio da casa cheia e a disputa cada vez maior pelas entradas, veio uma decepção: a frieza dos espectadores. Pouco familiarizado com o gênero, o público aplaudia somente no fim da apresentação. Com o passar das semanas, os próprios atores começaram a puxar as palmas da coxia entre um número e outro, mostrando que não era feia a manifestação em cena aberta.







Nos onze meses em que permaneceu em cartaz, a adaptação de Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil para o romance de Victor Hugo encantou 350 000 pagantes e começou a mudar a imagem do gênero no Brasil. Mas, só a partir de ‘A Bela e a Fera’, montagem vista por 600 000 pessoas entre junho de 2002 e dezembro de 2003, os atores perceberam o estabelecimento de uma continuidade. “Foi naquele momento que vi que eu poderia me sustentar como atriz de musicais”, diz Kiara Sasso. Também de ‘Mamma Mia!’, o ator e bailarino Cleto Baccic, de 40 anos, nessa época ganhava a vida como comissário de bordo em Los Angeles. Ele nunca abandonou os cursos de canto e dança e, enquanto aguardava um papel de destaque, integrou os elencos de ‘Tieta do Agreste’ ( 2007) e ‘Cats’ (2010), além de empresariar colegas como os atores Sara Sarres e Saulo Vasconcelos. “Passei a fazer uma gestão de carreira, estabelecendo o que cada artista precisa para sua imagem”, afirma Baccic.

Um nome que pode causar surpresa nos créditos da produção é o da atriz Rachel Ripani, de 35 anos. Conhecida pelas peças ‘Closer’ e ‘O Inimigo do Povo’, além da novela ‘Caras & Bocas’, da Rede Globo, ela interpreta a perua Tanya, a melhor amiga da protagonista Donna. “Comecei a estudar canto e dança em 1992 e, quatro anos depois, em Londres, fiz cursos de balé e música”, conta ela, que, para entrar em ‘Mamma Mia!’, abandonou na metade a temporada da comédia ‘Vamos?’, ainda em cartaz no Teatro Imprensa. “Tudo aconteceu ao mesmo tempo. Optei pelo meu grande sonho.”



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