domingo, 21 de novembro de 2010

Jornal: A Tribuna


Mamma Mia!

Perguntas que a equipe da Arteplural fez para Saulo Vasconcelos



Você já teve outros encontros com Kiara Sasso nos palcos. Queria que você comentasse um pouco sobre essa parceria e de mais uma vez estarem juntos em cena.

Saulo Vasconcelos: Olha... Somos quase como um casal. É a arte imitando a vida. Embora não tenhamos nenhuma intimidade física, nosso entendimento um do outro é tão grande que chega a ser uma espécie de casamento. Estivemos um ano e meio juntos em A Bela e a Fera. Dois anos juntos em O Fantasma da Ópera e mais um ano juntos em A Noviça Rebelde. Quase cinco anos juntos. Fora a convivência que tivemos como amigos entre um espetáculo e outro. Ela é uma de minhas maiores críticas, o que pode ser desgastante, às vezes, mas eu sempre respeitei a opinião dela. O mais engraçado é que, quando ela estreou em A Bela e a Fera (nesse circuito de mega musicais da Broadway, que fique claro), eu já era um veterano. E hoje, estamos praticamente no mesmo patamar. De respeito, tanto um ao outro, quanto à profissão. E acho que o que nos mantém sempre nos encontrando nos palcos da vida é uma coisa muito simples, quase batida, mas não menos verdadeira por isso: um imenso amor por teatro e música.

Você que é veterano (já fez o Fantasma da Ópera, Les Miserables, A Bela e A Fera, Cats), o que destaca em Mamma Mia?

Saulo: Com Mamma Mia!, ao contrário de CATS, temos a volta da dramaturgia com personagens definidos, bem como seus conflitos e suas trajetórias. Vale salientar que o trabalho de nosso diretor, o Sr. Robert McQueen, foi extremamente detalhista no que se refere ao cuidado com os personagens. Ouve trabalho de mesa, ou seja, de sentar e entender cada palavra, a função de cada personagem e o caminho que a peça tinha que tomar. Além de ser um excelente diretor, ele foi um grande professor. Foi uma experiência fantástica e tivemos conversas realmente muito profundas sobre o caráter do ser humano. Aliás, a grande diferença pro filme reside no fato de que nós atores mergulhamos um pouco mais em temas como a descoberta repentina da paternidade, o reencontro de um ente amado após de 21 anos, o significado do matrimônio, do apoio da família, o que significa também ser uma mãe solteira independente, com seus prós e contras. Coisa que no filme são vistas de uma forma mais superficial e leve, na peça são abordados de forma intensa e reveladora.

Em Mamma Mia!, existe a liberdade de dar um toque pessoal em seu personagem? Como você está usando isto para viver Sam?

Saulo: Acho que esse foi o grande diferencial dessa produção e direção. Foi-nos dada a instrução de arriscar, buscar nosso próprio entendimento do personagem. Eu descobri um Sam extremamente manipulador, orgulhoso, mas ao mesmo tempo apaixonado e sensível. Há cenas como a chegada dele na ilha, onde ele se mostra extremamente arrogante e cheio de si. E há cenas, como em "The Winner Takes It All", onde ele se mostra completamente vulnerável e exposto a suas fragilidades, como um homem que amou uma mulher por 21 anos e nunca teve sequer a chance de dizer isso pra ela.


Arteplural

sábado, 20 de novembro de 2010

"Mamma Mia!" faz sua estréia no tablado paulista


Jornal DCI - 12.11.2010

Mamma Mia encerra um ano de musicais!


Reviver os clássicos do grupo sueco ABBA agora é possível no Brasil. A adaptação do musical Mamma Mia está no Teatro Abril em São Paulo até 19 de dezembro. Em cartaz em 11 teatros do mundo, a peça traduzida para 14 idiomas, já foi vista por 42 milhões de pessoas.

As principais canções do Abba que estão no musical são Dancing queen, Take a chance on me, The winner takes it all, Money, money, money e, claro, Mamma mia!.

A história se passa numa ilha grega, às vésperas do casamento de uma jovem, filha da dona do único hotel da região. Sem saber quem é seu verdadeiro pai, ela convida para o casório três homens que fazem parte do passado de sua mãe.



A adaptação brasileira é de Cláudio Botelho; as músicas são cantadas em português. “Elas ajudam a contar a história para o público e também o aproximam dos personagens”, explica o diretor Floriano Nogueira. Apenas no final, quando acontece o show de “Donna e as Dynamos”, Dancing Queen é cantada em inglês, com direito à coreografia original. Presente a dança dos anos 70, 80 e 90, incluindo disco e hip hop.

No elenco, grandes nomes do teatro musical brasileiro, como Kiara Sasso, interpretando Donna Sheridan e Saulo Vasconcelos, no papel de Sam Carmichael. Os dois já viveram pares românticos em musicais como A Bela e a Fera, A Noviça Rebelde e Fantasma da Ópera.

No início, Kiara assusta pela jovialidade. Ela faz o papel que foi da atriz Meryl Streel, no cinema. Mas, ao vê-la cantando The winner takes it all o susto passa… Com extrema maestria, ela emociona a plateia. Saulo Vasconcelos faz o provável pai, papel de Pierce Brosnan na telona. É o seu primeiro papel de “cara limpa”, isto é, sem usar máscaras num musical. Recém-saído de Cats, ele conta que é gratificante fazer um personagem como Sam.

Mamma Mia!
Até 19 de dezembro de 2010
Local: Teatro Abril
Endereço: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista, São Paulo
Datas e horários: quartas a sextas às 21h. Sábados, às 17h e às 21h. Domingos, às 16h e às 20h

Para assistir partes do musical e as entrevistas com Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso acesse: Mona Dorf - IG

quinta-feira, 18 de novembro de 2010